domingo, 2 de novembro de 2014

PAROQUIA DE SÃO SEBASTIÃO DE ITAIPU
A EVANGELIZAÇÃO ATRAVÉS DOS TEMPOS:




igreja de São Sebastião de Itaipu data de 1650, quando escravos,índios e jesuítas trabalharam juntos para sua construção, que foi concluída em 1716. Neste momento da história a Igreja de São Sebastião não passava de uma capela jesuítica, que buscava dar melhores condições à assistência catequética aos escravos, índios e pescadores livres.

Segundo a visita pastoral realizada no ano de 1799, afreguesia foi ereta em 1708, ou seja, foi em 1708 que aquela povoação foi reconhecida, tanto pela autoridade eclesiástica superior quanto pelo governo civil, como um conjunto de paroquianos.

Em 1721 por decreto do Rei português foi elevado à condição de Paróquia Independente, como informou o visitador Bento Lobo Gavião, e teve entrada na classe das igrejas perpétuas através do alvará régio de 12 de Janeiro de 1755, tendo como seu primeiro pároco o Pe Manuel Francisco da Costa. Isso significa dizer que até o ano de 1755 a igreja de São Sebastião de Itaipu não tinha o privilégio de ter um padre permanente, para atender as necessidades espirituais dos paroquianos.

O território da freguesia de Itaipu abrangia uma imensa área. Segundo a obra do monsenhor Pizarro, Memórias históricas do Rio de Janeiro, existiam um pouco mais de 100 fogos (residenciais), e mais de 800 almas sujeitas ao sacramento.

Nesta mesma região havia o Recolhimento Santa Tereza, fundado por Manuel da Rocha, a que intitularam do bem comum, com a cooperação do vigário Manuel da Costa e do provisor do Bispado Antônio José dos Reis Pereira e Castro. Era destinado às mulheres que desejavam uma vida recolhida ou a outras, por castigos de culpas. Sua inauguração teve lugar no dia 17 de junho de 1764.

Devido à expulsão dos jesuítas, do território luso-brasileiro, em 1759, através da política do Marquês do Pombal, e pelo fato da Igreja de São Sebastiãopertencer ao padroado régio, ou seja, toda a política espiritual da freguesia de Itaipu dependia dos interesses que a coroa Portuguesa possuía. Nesse sentido a Igreja de São Sebastião foi beneficiada, tendo em vista um projeto de colonização português, em que era necessárioproteger o litoral, o que fez de Itaipu um lugar estratégico para a defesa de invasões estrangeiras, pois a sua natureza magnífica criou praticamente o único ancoradouro entre o Atlântico e a Baía de Guanabara.

Portanto o incentivo ao povoamento nesta região era essencial e o papel da Igreja de Itaipu, como em todo o território luso-brasileiro, passou a ser não apenas a busca por almas, mas também o de agente deste projeto colonizador, tendo em vista que com a política Pombalina os padres seculares tornaram-se autênticosfuncionários da Monarquia.

Itaipu tornou-se uma região próspera. Enquanto as terras entregues a Araribóia, formando a freguesia de São Lourenço, mal conseguiam sustentar, a população que ali vivia, Itaipu exportava vários tipos de gêneros alimentícios para o Rio de Janeiro, não se prendendo apenas à pesca, sua principal atividade. No que tange à atividade eclesiástica, a igreja de São Sebastião conheceu 14 párocos, de 1755 à 1908. A edificação, já gasta pelo tempo, passou a ser restaurada em 1839, porém as obras foram interrompidas diversas vezes.

Com a Proclamação da República em 1889 e com aseparação Igreja/Estado, a administração da igreja de São Sebastião foi entregue ao bispado do Rio de Janeiro, visto que a diocese de Niterói sequer existia.

As famílias da localidade, em sua grande parte fazendeiros, passaram a cuidar da Igreja, que neste período da história, 1897, passou para a jurisdição deSão Gonçalo. O então vigário Cônego Ferreira Goulart recomeçou a reforma, que terminou em 20 de fevereiro de 1898.

Em 1908, por escassez de padres que quisessem assumir a administração da igreja, o primeiro bispo de Niterói transferiu a paróquia para a Matriz de N.senhora da Conceição de Jurujuba, o que resultou num completo abandono da mesma. Algum tempo depois a Paróquia de São Sebastião foi anexada à Paróquia do Rio do Ouro.

A igreja de São Sebastião ficou nesta situação deabandono desde 1908 até 20 de agosto de 1977, durante este período alguns sacerdotes, a pedido de particulares, celebravam a santa missa para um pequeno numero de fiéis. Foi no ano de 1977 que o Pe Lúcio Pinho, missionário redentorista, assumiu a Paróquia de Itaipu, por nomeação do Bispo D.José Gonçalves da Costa.

Após 69 anos de abandono, o estado da Igreja era deplorável: telhado quebrado; não havia luz, água; acumulo de detritos; bancos, altares, sacristia e lâmpadas destruídas; ramificações de arvores desciam pelas paredes; quando chovia a água passava pelo telhado e molhava os fiéis. Aquela imponente e importante Igreja de São Sebastião de outrora ficou conhecida por muitos como a "casa mal assombrada".

Desta forma o Pe. Lúcio teve dois objetivos: reconstruira Igreja de Itaipu e reativar o trabalho social na comunidade. Aos poucos a igreja voltou a ter aspecto de Paróquia, com organização religiosa, administrativa e comunitária. Após um ano de trabalho de Pe. Lúcio Pinho, que já estava reerguendo a Igreja, o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural resolveu tombar a igreja, pelo processo E.03/16.511/78.

A luta de Pe.Lúcio para reerguer a Paróquia foi grande, conseguindo em 1979 que o jornal O Globo fizesse e publicasse uma pequena nota dizendo a respeito da precariedade em que se encontrava a igreja e informando que o Pe. Lúcio Pinho, estava iniciando uma campanha destinada a restaurar a igreja, recolhendo doações, que vieram mesmo das famílias que frequentavam a igreja; da festa de São Sebastião, que se tornou uma tradição; e de outras festas, como a festa junina.

Em 1983 os padres poloneses da Sociedade do Apostolado Católico - SAC, palotinos, tomaram posse da paróquia de São Sebastião de Itaipu, sendo que seu primeiro pároco o Pe. João Sopicki. Hoje a igreja tem a graça de ter não um, mas dois sacerdotes para atender as necessidades espirituais dos paroquianos.

Durante esses vinte e seis anos de presença palotina na Paróquia de Itaipu, apesar da paróquia não ter tido um projeto de manutenção e prevenção, foram realizadas diversas reformas. O Pe. Estevão foi o primeiro a ter uma política mais enfática em relação à conservação, realizando obras não apenas da Matriz de São Sebastião, mas também uma reforma externa na capela de N.S. de Bonsucesso, e outra na capela de N. S. da Conceição da Fonte.

O Pe. Tadeu realizou uma obra no terreno da matriz, facilitando o acesso dos carros; a subida de deficientes físicos, através da rampa lateral; e a melhoria nas escadas de acesso a igreja. Porém, a reforma mais significativa foi realizada pelo Pe. João Pedro, concluída em 2002, que teve a paroquiana e arquiteta Liane Cerante Moreira como responsável da obra, em conjunto com o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Seu objetivo não foi realizar uma reforma para apenas tapar os buracos ou pintar a fachada, mas sim para manter a Igreja viva e com seu aspecto colonial.

Desta maneira, podemos comemorar com orgulho os 254 anos da paróquia de São Sebastião, que é a prova viva de que a Igreja não é formada apenas por templos de pedras, mas principalmente por pessoas. Somos nós que fazemos com que a Igreja São Sebastião de Itaipu seja uma paróquia viva e não uma "casa mal assombrada". Portanto vamos comemorar e ensinar às futuras gerações que uma Igreja se faz com trabalho em equipe, onde todos os tipos de trabalho são igualmente importantes. Parabéns.

*O leitor Renan Régi extraiu o texto do escritorFrancisco Muller.





sexta-feira, 24 de maio de 2013

UNIÃO VAI LIBERAR ATRASADOS NO PRÓXIMO PAGAMENTO - JUNHO DE 2013

    A União confirmou para o próximo pagamento, relativo a maio, o repasse dos valores retroativos a janeiro de 80 mil servidores federais que terão, agora, a primeira parcela, do aumento de 15,8%.  O dinheiro estará nas contas no início de junho.
    No fim de semana passada, alguns funcionários beneficiados com o reajuste, que viram o contracheque com o aumento na internet, reclamaram que o salário tinha sido corrigido, mas sem a inclusão dos atrasados.  Segundo a Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, os retroativos entraram na folha de pagamento ontem.
    O contracheque pode ser consultado no site www.siapenet.gov.br.   Quem verificar e não encontrar os atrasados no documento deve procurar o setor de recursos humanos de seu órgão de lotação ou a Ouvidoria do Servidos, pelo endereço www.ouvidoriaservidor.gov.br.



JORNAL "O EXTRA" 
Terça-feira, 21 de maio de 2013.
Djalma Oliveira.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Palotinos / Paróquia N. S. Fátima - Paróquia Nossa Senhora de Fátima

Palotinos / Paróquia N. S. Fátima - Paróquia Nossa Senhora de Fátima


Sociedade do Apostolado Católico - Padres palotinos

Fundados por S.Vicente Pallotti

SVicentePallotti
São Vicente Pallotti nasceu em Roma, dia 21 de Abril de 1795, numa família de classe média. Com sua mãe aprendeu a amar os irmãos mais pobres, crescendo generoso e bondoso. Enquanto nos estudos mostrava grande esforço e dedicação, nas orações mostrava devoção extremada ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saia de sua mercearia de mãos vazias. Ás vezes sua generosidade preocupava, pois geralmente no Inverno, voltava para casa sem os sapatos e o casaco, pois sempre os dava ao mendigos que encontrava pelas ruas. Vicente Pallotti era um grande devoto de São Francisco de Assis, pensou em ser capuchinho, mas não foi possível devido á sua frágil saúde. Foi ordenado sacerdote na diocese de Roma em 1818, aos 23 anos.
Com a sua profunda vida espiritual, suas múltiplas atividades apostólicas e a realização profética do apostolado, influiu de modo relevante na história da Igreja no século XIX. Muito culto obteve o doutorado em Filosofia e Teologia. Mas foi a sua atuação em obras sociais e religiosas que lhe trouxe a santidade. Teve uma vida de profunda espiritualidade, jamais se afastando das atividades apostólicas. É fruto do seu trabalho, a importância que o Concílio Vaticano II, cento e quinze anos após sua morte, decretou para o apostolado dos leigos, dando espaço para o trabalho deles junto às comunidades cristãs. Vicente defendia que todo cristão leigo, através do Sacramento do Batismo, tem o legítimo direito assim como a obrigação de trabalhar pela pregação da fé católica, da mesma forma que os sacerdotes. Esta ação de apostolado que os novos tempos exigiria de todos os católicos, foi sem dúvida o seu carisma de inspiração visionária.
Pallotti confrontava-se com os problemas que dificultavam a vivência da fé e o crescimento das tarefas ligadas ao anúncio do Evangelho nas terras de missão. Diante de tais problemas que a Igreja devia afrontar, Pallotti voltava sua atenção sobre a necessidade urgente de reavivar a fé e de reacender a caridade entre os católicos para anunciar a todos os homens a boa notícia da salvação. No território da cidade de Roma, ele, com um grupo de colaboradores, trabalhou incansavelmente pelas obras do apostolado. Disto nasceu, em 09 de janeiro de 1835, após a celebração eucarística, a idéia de fundar a União do Apostolado Católico - UAC, para unir todas as iniciativas apostólicas.
São Vicente Pallotti morreu em Roma, no dia 22 de Janeiro 1850, aos cinquenta e cinco anos de idade. De saúde frágil, doou naquele Inverno o seu casaco a um pobre, adquirindo a doença que o vitimou. Seus colaboradores mais próximos continuaram sua missão, assegurando à Sociedade um posterior desenvolvimento. Em 1904, foram reconhecidas pela Santa Sé as obras do apostolado, motivando o pedido de sua canonização. Vicente Pallotti foi beatificado em 1950 pelo Papa Pio XI reconhecendo-o como homem inspirado e "verdadeiro operário das missões". Em 1963, durante o Concílio Vaticano II, as suas idéias e carisma espiritual foram plenamente reconhecidos pelo Papa São João XXIII que proclamou Vicente Pallotti, Santo.
Hoje, a obra de São Vicente Pallotti, com o carisma de "reavivar a fé e reacender a caridade em todos os homens" encontra-se presente nos cinco continentes. Depois da fundação da União do Apostolado Católico, que envolve religiosos, religiosas e leigos, Pallotti fundou a Sociedade do Apostolado Católico - SAC, formada por padres e irmãos consagrados, para ser a força motriz de toda a sua obra.
Em maio de 1835, para dar a conhecer a todos, a Sociedade a pouco fundada, Pallotti publicou o apelo ao povo:
"Todos, grandes e pequenos, formados, estudantes, operários, ricos e pobres, padres, leigos, religiosos e seculares, comerciantes e empresários, funcionários, artistas, artesãos, comunidades e indivíduos, cada qual no próprio estado, na própria condição, de acordo com os próprios dons, pode dedicar-se às obras do Apostolado Católico para reavivar a fé, reacender a caridade e propagá-la em todo o mundo."
Meu Deus, minha misericórdia... desperta e conserva em mim a fome e a sede de me assemelhar sempre a ti.
S.Vicente Pallotti

domingo, 5 de maio de 2013

ORAÇÃO DOS ESTUDANTES




Pai Nosso Que Estais No Céu
Aumentai As Nossas Férias
Diminua As Nossas Aulas
Perdoai Nossas Colas
Assim Como Nós Perdoamos a
A Existência Dos Nossos
Professores
Não Nos Deixe Cair Em
Recuperação
Mas Livrai-nos
Da
Reprovação
Amém.

BAÍA DE GUANABARA



BAÍA DE GUANABARA

Situada no litoral oriental do Brasil, ocupa superfície de 412 km2, profundidade máxima 55 m. O perímetro é de 143 km.  Comunica-se com o atlântico por uma entrada de 1500 m de largura entre a ponta de São João, no Rio de Janeiro, e a fortaleza de S. Cruz, em Niterói.  A navegação se faz, entre a ilha da Laje e S. Cruz (900m).  A baía abre-se interiormente até um diâmetro máximo de 28 km.
Em seu interior, numerosas ilhas, dentre as quais: Governador (onde se localiza o Aeroporto Internacional do Galeão), Fundão (Cidade Universitária), ambas ligadas por uma ponte ao continente; Paquetá (recanto turístico), Brocoió (Parque e edifício vendidos por Otávio Guinle ao Rio de Janeiro); Conceição, S. Cruz e Flores, próximas a Niterói.  No litoral fluminense há muitos pontos de interesse, como a enseada de Jurujuba, a ponta de São Francisco, onde se acham a gruta de Nossa Senhora de Lurdes e a Igreja de São Francisco Xavier (1572), em que morou Anchieta; o morro do Cavalão, com a chamada Garganta do Inferno, antigo Covil de ladrões e assassinos; a ponta da Armação, onde foi instalado o primeiro armazém para o tratamento da carne e produtos da baleia e serviu (1822) de quartel às tropas de Jorge Avilez, expulsas do Rio, enquanto aguardavam embarque para Portugal; aí também desembarcou Saldanha da Gama por ocasião da Revolta da Armada (1894); o Mocanguê Grande, onde está à base Castro Silva (navios mineiros, Submarinos e homens-rãs); a enseada de São Lourenço, na qual Irineu Evangelista de Souza (Mauá, Visconde de) ergueu o primeiro estaleiro e oficina de fundição de ferro e bronze, onde fabricava, inclusive, arados, e que, entre 1849 e 1860, lançou ao mar72 navios a vapor; o porto de Niterói, com seu cais de 1456 m; e o porto de Mauá (em Pacabaíba), que foi ponto de partida da primeira entrada de ferro do Brasil (1854), 14,5 km, em direção a Petrópolis.  Nesse ponto desembocam os rios Estrela e Macacu, este com foz de 450 m, e navegável por 34 km até Porto das Caixas, que tem esse nome por ter servido de ponto de embarque da produção fluminense de açúcar feita em caixas de 30 kg e, posteriormente, de toda a produção de café da zona de Cantagalo.
A costa fluminense termina com o oleoduto Duque de Caxias, de 17,5 km, ligando ao mar a refinaria do mesmo nome.  No litoral, a zona dos estaleiros (Caneco, McLaren e Ishkawajima); a ponta do Caju, onde se construiu a ponte Rio - Niterói, e a desaparecida ilha dos Ferreiros; o Cais do Rio de Janeiro com 3298 m (da Praça Mauá ao canal do Mangue) e o píer Oscar Weinschenk, de 400 m de comprimento por 83 metros de largura; o Arsenal de Marinha; as docas da Alfândega e o Entreposto da Pesca; a estação das barcas no cais Pharoux, assim chamado por ter existido nas imediações um hotel de propriedade do francês Louis Adolphe Pharoux, em princípios do século XIX; o Clube da Aeronáutica, antiga estação de hidroaviões, marco da arquitetura contemporânea no Brasil; o Aeroporto Santos Dumont e a Escola Naval, na desaparecida ilha de Villegaignon; a antiga praia de Santa Luzia, aterrada com o arrasamento do morro do Castelo; o aterro do Flamengo, com o parque desse nome, depois do aterro feito com desmonte do morro de Santo Antônio, em cuja esplanada se situa a nova catedral; o morro da Viúva, que antigamente se projetava diretamente no mar; a enseada e a praia (artificial) de Botafogo, a praia da Urca e o Pão de Açúcar.
A baía tem ao fundo a serra dos órgãos.


Bibliografia: Enciclopédia Século XX
                      Vol. 04
                      Livraria José Olynpio Editora.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE - NITEROI/RJ

Por: Patrícia Fahlbusch 01/05/2013


Município de Niterói entra no clima da Jornada Mundial da Juventude


No feriado, cerca de 150 católicos da igreja de São Sebastião de Itaipu estenderam enorme bandeira da JMJ no Costão de Itacoatiara. A ideia foi chamar atenção para o evento

O feriado foi para comemorar o Dia do Trabalhador, e realmente trabalho não faltou, na manhã de segunda, para os cerca de 150 católicos da Igreja São Sebastião de Itaipu, na Região Oceânica, que penduraram, no alto do Costão da Praia de Itacoatiara, uma bandeira de 20 metros de comprimento por 15 de altura com a frase ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’. Este é o lema da 28ª edição do evento Jornada Mundial da Juventude (JMJ2013), que acontece de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro, e contará com a presença do Papa Francisco.
Em Niterói, a Arquidiocese se prepara para receber pelo menos 800 peregrinos de todo o mundo durante a chamada Semana Missionária, que são os dias que antecedem a jornada, entre 15 e 22 de julho. O evento envolve os 14 municípios que compõem a Arquidiocese, divididos entre as regiões eclesiásticas: Lagos, Oceânico, Rural, São Gonçalo e Alcântara.
“Muitos voluntários se dispuseram em hospedar, em suas casas, os jovens que vêm para o Brasil participar do evento. Só da Polônia virão 60 jovens. Então precisamos de doações de alimentos e o que mais for necessário para manter essas pessoas em nossos lares. Pelas contas já feitas, cada hóspede necessita, por cada dia, em uma semana, de R$ 48 em alimentação. Por isso, contamos com a colaboração de empresas, de quem puder nos ajudar para fazer do evento um sucesso”, afirmou Iara Monteiro, 60 anos, uma das organizadoras do evento, e representante da comissão cultural e de relações institucionais da igreja.
A colocação da bandeira no alto do costão foi exatamente para chamar a atenção para a Semana Missionária e a Jornada Mundial da Juventude. A bandeira só ficou no local durante a manhã de quarta-feira e uma parte da tarde. A comissão de comunicação da igreja está recrutando voluntários que falem principalmente francês, inglês e espanhol para facilitar o diálogo entre os visitantes e a população local.
“As atividades diárias a serem oferecidas em cada paróquia já foram definidas e incluem Santa Missa, momentos de oração, ações sociais, confraternização, além de apresentações artísticas, culturais e teatrais, com a encenação de Nossa Senhora Aparecida, visitas a pontos históricos, e festivais de música”, explicou Eduardo de Oliveira Cortez, 48 anos, também integrante da comissão organizadora da semana, acrescentando que o evento visa facilitar o ingresso dos jovens no país de acolhida e preparar as dioceses rumo à JMJ Rio2013.
Falando em música, no dia 19 de maio, a Praia de Icaraí será palco do evento ‘Bote Fé Niterói’, a partir das 14 horas. As atrações incluem shows, louvor, santa missa e adoração com Olívia Ferreira, Missionário Shalom, Frutos de Medjugorje e Tony Allysson. Na JMJ de Madri, na Espanha, há dois anos, cerca de 300 mil jovens, de mais de 135 países, participaram da Pré-Jornada, acolhidos em 63 dioceses.
Festival gospel – Cerca de 35 mil pessoas acompanharam o Festival Promessas, evento de música gospel nacional que ocorreu no bairro Zé Garoto, em São Gonçalo, na tarde e noite de quarta-feira. A Rua Coronel Cerrado ficou tomada de evangélicos para assistir os shows dos cantores Aline Barros, Bruna Karla, Regis Danese e Davi Sacer.
Apesar do início do evento estar marcado para começar às 16h, a professora de educação física, Luciane Maciel, de 30, chegou às 14h para pegar um bom lugar. “Valeu a pena chegar mais cedo para estar aqui na frente”, comenta a professora que estava ansiosa para assistir o show da Aline Barros.
A assistente de serviços gerais, Márcia Nunes de Souza  Coelho, de 56, afirma que esta é a terceira vez que assiste um show gospel. “Adoro a maioria dos cantores gospel, mas o meu preferido é o Regis Danese”, declara a fã. Já a pescadora Cesária de Carvalho, de 40, estava pela primeira vez no festival. “Trouxe minha irmã e prima comigo”, diz animada, a pescadora.
Segundo o subsecretário de Defesa Civil, Adilson Alves, o evento contou com apoio de 60 policiais militares, 60 guardas municipais e 30 agentes da Defesa Civil e apoio de três ambulâncias. Alves, afirmou que nenhum incidente grave aconteceu.  O prefeito Neilton Mulim esteve presente abrindo o festival. “Este festival é uma confraternização do trabalhador e do religioso evangélico. É um evento experimental e, ao final, vamos avaliar as coisa que possam ter dado errado para corrigirmos no próximo. Distribuímos telões pela avenida para que todos pudessem assistir os shows além de ouvi-lo”, relatou o prefeito. (* colaborou Henrique Moraes)

O FLUMINENSE