domingo, 11 de setembro de 2011

Horto do Fonseca celebra 105 anos de fundação com extensa programação



nico de Niterói passou por reformas e ganhou modernização em algumas de suas estruturas. Foto: Alcyr Ramos

Comemorações no tradicional Jardim Botânico de Niterói acontecem de sexta-feira até domingo no final de semana. Orquidário e o Bromeliário será inaugurado durante festejos

O Jardim Botânico de Niterói, popularmente conhecido como Horto do Fonseca, completa 105 anos de fundação esse mês. Para comemorar a data o Município e o Estado vão promover uma extensa programação de atividades.
De sexta a domingo, haverá exposições de plantas, produtos rurais, apresentações de música ao vivo, teatro, além da inauguração do Orquidário e Bromeliário, que será transformado em atração permanente do local.
De acordo com Leonardo Reis, administrador do Horto, as comemorações de aniversário marcam a nova fase e a revitalização do local. Por quase meio século, não houve nenhum tipo de investimento no Jardim Botânico, até que em 2007, o deputado Jorge Bittar se prontificou a ajudar o espaço.
“Isso aqui estava completamente sem horizonte. Então, o Bittar se comprometeu a fazer uma emenda parlamentar no orçamento para 2008 e, com essa emenda, a gente montou um programa junto com o Ministério do Meio Ambiente. Esse programa se chamou Programa de Modernização, Conservação e Manutenção do Jardim Botânico de Niterói”, comenta Leornardo Reis.
Orquidário e exposição vêm aí
Por meio do programa, foi criado o Orquidário e o Bromeliário, que será inaugurado no sábado, pela manhã. O espaço contará com 500 orquídeas e bromélias, e se tornará uma atração permanente no Horto. “Fizemos uma parceria com o orquidário maricaense, que será responsável pela gestão técnica do Orquidário e Bromeliário, além de oferecer cursos de cultivo, de produção de orquídeas e bromélias.”, explica Reis.
Além da inauguração do novo espaço, o evento também contará com exposições de flores e de produtos rurais, como doces, cachaças e queijo. Todos os produtores são do interior do estado e fazem parte do Programa Florescer e Prosperar, da Secretaria Estadual de Agricultura.
“Nós vamos ter três tendas, cada uma delas de 10x6 metros. Uma delas será só para orquídeas e bromélias, a outra tenda para plantas tropicais, plantas ornamentais e a terceira para produtos rurais. Esses produtores já estiveram aqui antes, vendendo e expondo seus produtos e foi um sucesso, eles acabaram vendendo tudo”, diz o administrador Leonardo Reis.
O Jardim Botânico de Niterói foi criado por decreto do governador Nilo Peçanha, em 1906, com a finalidade de cultivar e distribuir aos lavradores sementes e mudas de frutíferas e plantas medicinais. Com mais de um século de existência, o Horto conta com espécies de plantas e árvores como jatobás, jequitibás, jacarandás e sapucaias e também com espécies raras como o “pau mulato”, só encontrado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e na Amazônia

domingo, 4 de setembro de 2011


Súmula nº 135

HONORÁRIOS DE ADVOGADO
VERBA AUTÔNOMA 
NATUREZA ALIMENTAR 
REQUISIÇÃO ESPECÍFICA E INDEPENDENTE

"Os honorários advocatícios de sucumbência constituem verba autônoma, de natureza alimentar, podendo ser objeto de requisição específica e independente de requisitório correspondente à condenação devida à parte".

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Histórico do Santuário em Jacarepaguá

O Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos. Tais terras abrangendo extensa área; englobavam a Praça Sêca, Pechincha, Tanque e a citada Planície, e faziam, primitivamente, parte da Freguesia (Paróquia) de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá. A concentração populacional era crescente na área, fruto da instalação de engenhos nas fazendas, da plantação de canaviais e do fabrico de açúcar. A Matriz de Irajá, demasiadamente distante da extensa baixada de Jacarepaguá, implicava em grandes dificuldades para a administração dos Santos Sacramentos, razão porque tornou-se necessária a criação de nova Paróquia. Assim, em 1661, foi criada a Freguesia de Nossa Senhora do Loreto e Santo Antônio de Jacarepaguá e em 1664, foi construída a nova Matriz. Tempos depois, o antigo templo acabou em ruínas e através da mobilização dos moradores da região, foi erguida uma nova Igreja, em pedra e cal, estilo barroco, que subsiste até hoje e com grande semelhança com a Igreja de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá.

No século XIX e princípios do século XX, passou por reformas, originando-se então, a construção dos altares laterais e a colocação do piso de azulejos hidráulicos. O altar-mor da Matriz de Jacarepaguá, em estilo colonial, contrasta com as características gerais externas do prédio.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora de Loreto destaca-se não só por sua beleza arquitetônica como também por ter sido um marco na ocupação desta região que deu origem ao bairro, hoje chamado simplesmente Freguesia.

A origem do nome de Loreto está numa pequena cidade da Itália.
Nossa Senhora é venerada em Loreto há mais de setecentos anos. Este santuário é certamente dos mais antigos e tradicionais da Igreja. A Casa Santa de Maria, alvo de devoção em Loreto, é testemunho para nós da vida familiar de Maria, José e Jesus e da vida pessoal de Maria diante de Deus. Esta casa é testemunho do convite de Deus “conceberás e darás `a luz”; da resposta de Maria “Sim, faça-se em mim segundo a vossa palavra” e da Encarnação do Filho de Deus.

A vocação dos Santuários, isto é, de colocar as pessoas em contato com o sagrado, se faz presente também no nosso Santuário e nos convida a meditar o mistério da Anunciação seguindo a reflexão do Papa na carta sobre as mensagens de Loreto “A narração da Anunciação, tendo no ápice a grande palavra “cheia de graça” (Kecharitoméne), proclama a verdade fundamental de que no início de tudo, nas relações entre Deus e a criatura, há o dom gratuito, a livre e soberana escolha de Deus, tudo aquilo que na linguagem da Bíblia está contido no termo “graça” . A Casa Santa de Loreto, onde ainda ressoa, por assim dizer, a saudação “ Ave, cheia de graça “, é portanto um lugar privilegiado, não só para meditar sobre a graça, mas também para receber, incrementar e reencontrar, se perdida, mediante os sacramentos. Sobretudo o sacramento da reconciliação, que teve sempre um lugar tão relevante na vida desse SantuárioA Igreja de Nossa Senhora de Loreto antes da reforma de 1936 (fotografia raríssima)
Em 1970 a Igreja recebeu o título de Santuário Nacional de Nossa Senhora de Loreto. 









Oração à Nossa Senhora de Loreto

Ó Maria, Virgem Imaculada e Mãe nossa Santíssima, prostrados em espírito junto de vossa Santa Casa, que os Anjos transportaram sobre a ditosa colina de Loreto, Cheios de confiança em vós, Mãe Santíssima, humildemente elevamos a nossa prece:

Entre aquelas santas paredes vós fostes concebida sem pecado e mais bela que a Aurora viestes à luz; na oração e no amor o mais sublime, passastes os dias de vossa infância e juventude; aí fostes saudada pelo Anjo “Bendita entre as mulheres” e vos tornastes Mãe de Deus ; por tudo isso, ó Maria, os olhos misericordiosos a nós volvei, humildes filhos vossos, peregrinos neste vale de lágrimas e concedei-nos todas as graças que vos pedimos; abençoe nossas famílias, consolai nossos doentes, dirigi os nossos passos para a bem-a venturança eterna onde possamos vos saudar como o Anjo: “AVE MARIA”! (Virgem Lauretana, rogai por nós)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Juíza Patrícia Acioli é morta a tiros em Piratininga

 

POR ADRIANA CRUZ

Rio - A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi morta a tiros dentro de seu carro, um Fiat Idea Adventure cinza, na porta de casa na localidade de Timbau, em Piratininga, Niterói. De acordo com um primo da vítima que não quis se identificar, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros, por volta das 23h30 desta quinta-feira. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45 , sendo oito diretamente no vidro do motorista.
Carro da juíza levou pelo menos 15 tiros | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Patricia Acioli foi a responsável pela prisão de quatro cabos da Polícia Militar e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio no município de São Gonçalo. A quadrilha sequestrava e matava traficantes para depois pedir resgates de R$ 5 mil a R$ 30 mil a comparsas e parentes das vítimas.
Ela também decretou, em janeiro deste ano, a prisão preventiva de seis policiais acusados de forjar auto de resistência na cidade.
Patrícia estava numa 'lista negra' com 12 nomes possivelmente marcados para a morte encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro deste ano em Guarapari (ES). Ele é considerado chefe do grupo de extermínio investigado por pelo menos 15 mortes em São Gonçalo nos últimos três anos.
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
O presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Alberto Rebelo dos Santos, esteve no local do crime e disse que ela já havia recebido ameaças.
Conhecida pelo seu rigor contra grupos de extermínios formados por PMs, Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi a primeira juíza assassinada no Rio de Janeiro. Na hora do crime, ela estava sem seguranças. De acordo com o primo da vítima, na época em que era presidente do TJ, Luiz Zveiter teria tirado a segurança da juíza. Apesar das ameaças sofridas, a escolta não foi recolocada.
Conhecida pelo seu rigor contra grupos de extermínios formados por PMs, Patrícia Acioli tinha 47 anos | Foto: Reprodução Internet
Patrícia Acioli começou sua carreira como defensora pública na Baixada Fluminense. Na época, teve o carro metralhado. Ela exercia a função de juíza há cerca de 20 anos.


Presidente da OAB cobra explicações sobre morte de juíza: 'uma barbaridade'

Rio - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, cobrou nesta sexta-feira a imediata apuração dos autores e mandantes do assassinato da juíza Patrícia Acioli, nesta quinta-feira, em Niterói. Ele afirmou que o crime "foi uma barbaridade contra um ser humano e, sobretudo, contra a Justiça brasileira e o Estado de Direito".
Carro da juíza levou pelo menos 15 tiros | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Ophir afirmou também que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deve explicações para o fato de ter sido retirada a escolta pessoal da Juíza, que era conhecida por seu rigor na atuação contra grupos de extermínios formados por policiais militares e, em consequência, integrava listas negras de marcados para morrer. "O fato de o TJ ter retirado a escolta pessoal que a juíza tinha é algo que precisa de uma explicação por parte daquele Tribunal, sobretudo por parte de seu presidente à época, o desembargador Luiz Zveiter", disse Ophir.

O crime
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi morta a tiros dentro de seu carro, um Fiat Idea Adventure cinza, na porta de casa na localidade de Timbau, em Piratininga, Niterói. De acordo com um primo da vítima que não quis se identificar, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros, por volta das 23h30 desta quinta-feira. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45 , sendo oito diretamente no vidro do motorista.

Patrícia Acioli foi a responsável pela prisão de quatro cabos da Polícia Militar e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio no município de São Gonçalo. A quadrilha sequestrava e matava traficantes para depois pedir resgates de R$ 5 mil a R$ 30 mil a comparsas e parentes das vítimas.

Ameaças
Conhecida pelo seu rigor contra grupos de extermínios formados por PMs, Patrícia Acioli tinha 47 anos | Foto: Reprodução Internet
A juíza magistrada estava sendo ameaçada por de milicianos e traficantes. A afirmação foi feita logo após o crime por Humberto Nascimento, primo de Patrícia.

"Ela era considerada uma juíza linha dura, 'martelo pesado' como se chama. Sempre com condenações em pena máxima. Ela condenou gente ligada a máfia do óleo, máfia das vans, milícia de São Gonçalo que estava crecendo absurdamente, policiais envolvidos com desvio, corrupção e tráfico de drogas. Há cerca de três  quatro anos, ela teve a segurança retirada por ordem do presidente do Tribunal de Justiça do Rio da época", afirmou o familiar da juíza, o jornalista Humberto Nascimento, se referindo ao atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Luiz Sveiter.

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