Filho de
Muhammed bin Laden,
imigrante iemenita pobre que se tornou o homem mais rico e poderoso da
Arábia Saudita, depois do próprio
rei, Osama bin Laden era o filho único de sua décima esposa,
Hamida al-Attas; seus pais se divorciaram logo depois que ele nasceu (a mãe de Osama se casou com Muhammad al-Attas e o novo casal teve quatro filhos). Osama bin Laden também era referido pelos seguintes nomes:
Usama Bin Muhammad Bin Ladin,
Shaykh Usama Bin Ladin,
The Prince ("O Príncipe"),
The Emir ("O Emir"),
Abu Abdallah,
Mujahid Shaykh,
Hajj,
The Director ("O Diretor").
[3]Biografia
Juventude
Quando jovem e inexperiente, participou de forma voluntária na
década de 1980 do esforço
jihadista no
Afeganistão, financiando e organizando grupos de árabes e acampamentos de milícias armadas no combate aos invasores soviéticos. Existem controvérsias quanto à ligação dos estadunidenses com Bin Laden nesse confronto. Contudo, em entrevista em
2001, exibida no documentário
Fahrenheit 9/11, de
Michael Moore, o príncipe
Bandar Bin Sultan, embaixador saudita nos EUA na época, afirmou ter conhecido Osama Bin Laden na década de 80, durante o citado conflito, quando o líder guerrilheiro veio lhe agradecer por toda a ajuda que a Arábia e os EUA estavam dando contra os soviéticos. Posteriormente estabeleceu-se como importante investidor no
Sudão, onde iniciou, em paralelo às suas atividades empresariais, a organização que mais tarde viria a se denominar
Al Qaeda, originalmente destinada a combater a família real saudita. Bin Laden detestava os modos ocidentalizados, perdulários, corruptos e "pouco islâmicos" da família real. Tinha como objetivo alijá-la do poder e implantar no país a semente do que sempre sonhou - o novo califado islâmico. A família real, por ironia do destino, possuía grande consideração para com a família de Bin Laden.
Repercussão
No
Sudão, em contato com outros grupos islâmicos, nomeadamente os de origem egípcia, foi gradualmente influenciado a ampliar o leque dos seus inimigos, passando a considerar também o combate ao xiitas,
judeus e ocidentais de uma forma em geral. Nesta mesma época passou igualmente a considerar o terrorismo como alternativa de ação válida, financiando, de forma inicialmente discreta, algumas ações na
Argélia e no
Egito. Em
1995, após um atentado mal sucedido contra a vida do então presidente do
Egito,
Hosni Mubarak, o governo do
Sudão, sob pressão dos países árabes, expulsou-o do país, não sem antes apropriar-se do seu patrimônio, delapidando as suas empresas e fazendas. Bin Laden foi então para o
Afeganistão, quebrado, com as esposas e um grupo reduzido de seguidores fiéis. Nesta ocasião foi renegado pela família e perdeu a cidadania saudita.
No
Afeganistão, sem as condições financeiras de outrora, passou a dedicar-se integralmente à causa islâmica, reconstruindo gradualmente a organização, unindo esforços com outros grupos islâmicos refugiados no país (destaque para o grupo egípcio "Al Jihad", liderado por Ayman al-Zawahri, que viria a se tornar o braço-direito de Bin Laden). Na caça cada vez mais delirante aos "infiéis", elegeu então os Estados Unidos como o grande inimigo a ser combatido - "a força maior dos cruzados". Aproximou-se dos
Talibãs, grupo ironicamente financiado pelos
Estados Unidos da América e
Arábia Saudita. Tornou-se amigo e confidente do seu chefe, o Mulá Omar.

Bin Laden com o jornalista paquistanês
Hamid Mir em 1997.
Atentados de 7 de agosto de 1998
Atentado de 12 de outubro de 2000
Em
12 de outubro de
2000 a
Al Qaeda voltou a cena, perpetrando outro ataque de grande repercussão contra o navio da marinha americana
USS Cole, que se encontrava atracado para reabastecimento no porto de
Aden, no
Iêmen. O ataque provocou a morte de 17 militares americanos, além dos dois terroristas suicidas.
Atentados de 11 de setembro de 2001
Em
11 de setembro de
2001 a
Al Qaeda realizou um ataque terrorista, lançando aviões sequestrados contra as torres gêmeas em
Nova York e contra o
Pentágono, na
capital americana, provocando a morte imediata de pelo menos 2754 pessoas, oriundas de 90 países distintos. Até esta data, a Al Qaeda era um grupo terrorista pouco conhecido pelo mundo.
Uma semana antes das eleições americanas de
2 de novembro de
2004, no vídeo em que aparece, Bin Laden não assumiu formalmente os ataques, mas comemorou-os. O governo americano em resposta lançou-se numa guerra contra o terrorismo.
Logo após os ataques, o governo do Afeganistão solicitou provas ao governo americano sobre a autoria dos ataques por Bin Laden, caso fossem apresentadas estas provas este iria detê-lo e entregá-lo às autoridades americanas. O governo dos Estados Unidos nunca apresentou publicamente tais provas.
[6] [7]Após os ataques de 11 de setembro de 2001, o Afeganistão foi escolhido como primeiro alvo da "cruzada contra o terror", conduzida pelo governo de George W. Bush(filho). O suposto objetivo da operação era desmantelar a organização terrorista Al-Quaeda, liderada pelo saudita Osama Bin Laden.
Busca
Acreditava-se que estaria escondido em algum lugar da fronteira montanhosa entre o
Afeganistão e o
Paquistão. O jornal francês
L'Est Republicain de
23 de setembro de
2006, baseado em informações não confirmadas do serviço secreto francês, chegou a afirmar que Bin Laden teria morrido de
tifo durante o mês de agosto de
2006. Em 8 de setembro de 2007, no entanto, um novo vídeo de 30 minutos de duração foi divulgado, demonstrando que Bin Laden estava vivo e bem de saúde. Neste vídeo ele aparece, pela primeira vez, com a barba tingida.
O governo dos
Estados Unidos oferecia a recompensa de US$25 milhões de
dólares a quem desse informações relevantes da localização do terrorista
[2]. Em 13 de julho de 2007, a recompensa foi dobrada para US$50 milhões.
[3]Morte
Posteriormente, o presidente
Barack Obama confirmou oficialmente a informação em um pronunciamento pela televisão aos norte-americanos.
[10]Supostos vídeos
Desde
2001, diversos vídeos foram apresentados aos americanos dizendo-se que eram atribuídos a Bin Laden. Acontece que muitos desacreditam que seja realmente ele.
[4]13 de dezembro - No final de novembro, é encontrado um vídeo no leste do Afeganistão que é divulgado pelo
Pentágono. Bin Laden declara, satisfeito: "Calculamos de antemão o número de vítimas mortais do inimigo, em função de sua posição na torre. Calculamos que três ou quatro andares seriam atingidos. Eu era o mais otimista de todos, devido à minha experiência".
27 de dezembro - A Al-Jazeera divulga um vídeo em que Bin Laden considera que "o terrorismo contra os Estados Unidos é louvável porque está destinado a responder à injustiça e a forçar os Estados Unidos a deixar de apoiar Israel, que nos mata".
31 de janeiro - A
CNN divulga fragmentos de uma entrevista feita pela Al-Jazeera em Outubro de 2001 com Bin Laden: "A batalha já se moveu para o interior da América do Norte. Continuaremos com esta luta até a vitória ou até que nos reencontremos com Deus".
11 de fevereiro - Em uma gravação de áudio divulgada pela Al-Jazeera, Laden pede apoio ao regime iraquiano, apesar de ser "ímpio", frente à iminente invasão americana.
16 de fevereiro - Bin Laden classifica o presidente George Bush de "faraó do século" e diz que os muçulmanos têm a "possibilidade de derrotar os americanos", em uma gravação de áudio divulgada pela Al-Jazeera.
4 de janeiro - Al-Jazeera apresenta um gravação sonora atribuída a Osama Bin Laden na qual ele alude à captura de
Saddam Hussein, em
13 de dezembro, pelo Exército americano. Promete às monarquias do Golfo a mesma sorte que o do ex-presidente iraquiano.
29 de outubro - Osama Bin Laden acusa o presidente
George W. Bush de negligência no dia dos atentados de 11 de Setembro de 2001 e ameaça os Estados Unidos com mais atentados, em uma fita de vídeo difundida pela televisão
Al-Jazeera.
19 de janeiro: Bin Laden ameaça os Estados Unidos com novos atentados e afirma que há operações em preparação em seu solo, mas também oferece uma "trégua de longa duração" ao povo americano (áudio).
30 de junho - Bin Laden exige o presidente americano George Bush que entregue o corpo de Abu Musab Zarqawi, morto em um bombardeio americano, à sua família e promete que a Jihad no Iraque continuará mesmo sem ele (áudio).
15 de julho - Bin Laden faz um elogio aos mártires, declarando: "Feliz aquele que foi escolhido por Alá para ser um mártir" (extraído de vídeo cuja data não foi determinada)
16 de maio - Bin Laden apelou à continuação da luta contra os Israelitas e os seus aliados e a que os muçulmanos não desistam do território palestiniano. Segundo noticia a Reuters, a mensagem áudio, de dez minutos, foi difundida pela internet, num site islamita, e é atribuída ao líder do grupo terrorista al-Qaeda, «Nós vamos continuar, se
Deus permitir, a luta contra os israelitas e os seus aliados, e não vamos abdicar de um simples centímetro da
Palestina enquanto existir um verdadeiro muçulmano na Terra», afirma bin Laden. Esta mensagem surgiu bem no dia em que se comemora os 60 anos de criação do
Estado de Israel, e em que o presidente dos
Estados Unidos concluiu a sua visita ao país.