quarta-feira, 2 de março de 2011

RIO - BREVE HISTÓRICO
"No 1º Congresso de História Nacional, realizado no Rio de Janeiro, em 1914, o Dr. Morales de los Rios apresentou uma sugestiva tese quanto à sua origem. O nome não teria uma razão geográfica ligada à descoberta da terra, mas seria formado a partir da palavra indígena Guanabára, que significava água penetrante, rio largo, enseada, baía.
Os franceses, que teriam conhecido a região entre as viagens de Fernão de Magalhães e Martin Afonso de Sousa, no decênio de 1520, provavelmente deturparam a palavra para Geneur bára.
Os autores latinos do início do século 16 teriam traduzido por Flumen Geneure, surgindo a tradução francesa Rio de Geneure, raiz da expressão portuguesa que confundiu Geneure com o primeiro mês do ano.
A tese não satisfaz porque carece de base convincente, não tendo dados de história e cartografia que a possam ilustrar; e na evolução filológica não se pode mostrar com clareza a transição", segundo Joaquim Veríssimo Serrão.
Somente após a viagem de Magalhães o topônimo entra na História. Mas se já fosse conhecido, Pigafetta, Francisco Albo e Martin de Aimonte não teriam feito referência ao nome de Santa Luzia e Santa Lucia. Varnhagen batizou a terra a 1º de janeiro de 1502, mas sua tese é pouco válida por carência de base.
O historiador Capistrano de Abreu, em "História Geral do Brasil" (4ª edição), mantém que o nome já era conhecido ao tempo da viagem de Magalhães, mas suas fontes não provam o que pretende concluir. Se fosse conhecido, João Lopes de Carvalho teria sido o primeiro a se referir ao nome, e também João de Lisboa, no seu Tratado de Agulha de 1514.
Segundo Joaquim Veríssimo Serrão, "o nome de Santa Luzia, que não logrou audiência, sucedeu o de Rio de Janeiro, que surge nos documentos a partir de 1522. Sobre a viagem de Magalhães, conhece-se uma carta de Antonio de Brito, capitão das Molucas, ao Rei D. João III. Trata-se de um funcionário português no Oriente, que teve contatos com os nautas quando de sua chegada ao Pacífico, que comunica ter a esquadra aportado ao Cabo dos Baxos de Ambar, tomando depois a costa até o rio, que se chamava Janeiro. O topônimo era recente e apenas pronunciado por membros da frota, não se tendo fixado na terminologia náutica".
Do roteiro do piloto genovês Giovanni Baptista, que fazia parte da esquadra de Magalhães, escrito em italiano, foram extraídas cópias, incluindo uma tradução portuguesa, já publicada pelo Cardeal Saraiva em suas "Obras Completas".
O nome do Rio de Janeiro
Os marinheiros já conheciam um Rio de Santa Luzia ou Santa Lucia, que corresponde ao atual Rio Caravelas; e também, na costa da África, já existia uma baía com nome idêntico; portanto, não é de se estranhar que tivessem procurado batizar o sítio da Guanabara de maneira nova, evitando indução a erro de navegadores.
Como a partida se deu a 26 ou 27 de dezembro, a mentalidade dos homens de mar, integrados num quadro social menos arraigado à cronologia fixa, poderia levar à fácil confusão com o mês de janeiro.
O topônimo Rio de Janeiro poderia ter significado "o rio de onde partimos no início de janeiro".
No decorrer da viagem, o nome teria se fixado na conversa dos tripulantes, recebendo fácil aceitação. A partir daí, se gravou na cartografia e nas fontes históricas.
A Fundação da Cidade
No dia 1º de março foi iniciada a edificação da cerca que colocaria os portugueses ao abrigo do ataque dos Tamoios.
À pequena cerca deu Estácio de Sá o nome de São Sebastião, em lembrança do patrono do Rei de Portugal sob cujo signo se erguia a nova cidade. A 6 de março foram atacados pelos índios no comando de Ambiré, inimigo dos portugueses e alcançaram sua primeira vitória, embora parecesse que havia cem índios para cada português. Quatro dias depois, avistaram uma nau francesa no fundo da Baía e, enquanto lhe davam combate, o arraial foi atacado por quarenta e oito canoas dos Tamoios. O capitão conseguiu vencer os índios e levar os franceses à rendição no dia 13 de março.
O primeiro mês de vida do arraial foi de extrema dificuldade para os homens de Estácio de Sá.
Além dos ataques dos índios chovia abundantemente. As provisões esgotavam-se e houve mesmo fome. O ânimo dos moradores começava a esmorecer e o Capitão-mor não cansava de lhes incutir confiança, trabalhando de dia e de noite.
Não se tem notícias de cartas trocadas entre o Rio de Janeiro, o Reino e o Governador, pedindo tropas de socorro. Mas quando Anchieta esteve na Bahia, em julho, deve ter apresentado ao Governador a situação em que se encontravam os moradores do Rio de Janeiro.
Nos fins de 1565, preparava-se em Lisboa uma armada para enviar ao Brasil. A largada deu-se em maio seguinte, com o comando de Cristóvão de Barros. Na expedição estava também o novo Ouvidor Geral, Fernão da Silva, que vinha substituir Brás Fragoso. Mem de Sá também deveria seguir para o Rio com a frota, quando aportasse na Bahia. Naquela época, os franceses eram senhores de fortificações junto ao mar e no sertão.
Na frota, o Regente D. Henrique enviara duas cartas mandando lançar o hábito de Cristo a Mem de Sá e ao sobrinho Estácio, em recompensa pelos serviços prestados à Coroa Portuguesa.
A Corte não poderia estimar, nesta época, a magnitude da obra erguida no Rio de Janeiro, graças a Estácio de Sá, por isto o considerava sem os títulos e qualidade que merecia.
A frota de socorro chegou a Salvador em 24 de agosto, onde permaneceu alguns meses, juntando mais dois navios e seis caravelas.
No outono de 1566 faziam-se os últimos preparativos para a partida ao Sul.
Na Guanabara não cessavam os ataques à Vila de São Sebastião. O índio Guaraxá, em 9 de julho de 1566, fizera um violento ataque ao arraial. O Capitão-mor atirou-se contra o inimigo, desbaratando o temível Guaraxá.
Estácio de Sá preocupava-se com os aspectos importantes da vida de sua pequena comunidade, formada de homens de formação social diferentes, muitos excelentes guerreiros mas marcados por taras sociais. Era difícil passar o tempo numa língua de terra onde se vivia o constante receio de um ataque inimigo, sem outro pensamento que não a incerteza do dia seguinte.
De acordo com Joaquim Veríssimo Serrão, "o Capitão-mor nomeou Pedro Martins Namorado para o cargo de Juiz Ordinário; a Câmara local foi representada a 24 de julho de 1565 por João Prosse; Pedro da Costa era o Tabelião; Francisco Dias Pinto era o Alcaide-mor da Vila de São Sebastião, tendo sido empossado em 13 de setembro de 1566; João Luís do Campo foi nomeado escrivão e Pero da Costa, Tabelião das Notas".
Comprovantes da Fundação da Cidade
Os acontecimentos da fundação da cidade passaram à História, fundamentados e demonstrados por documentação de valor incontestável. Não obstante, alguns historiadores colocam em questão não só a época e data do feito, como também o local exato do mesmo.
Por esta razão, três fontes podem ser citadas, para atestar a verdade dos fatos: José de Anchieta tomou parte ativa na fundação da cidade.
Logo após, seguiu para a Bahia, de onde escreveu uma carta ao Provincial da Companhia de Jesus, o Padre Diogo Mirão.
Desta carta, datada de 9 de julho de 1565, pode ser destacado o seguinte trecho: "Logo ao seguinte dia, que foi o último de fevereiro ou o primeiro de março, começaram a roçar em terra com grande fervor e cortar madeira para a cerca, sem querer saber dos tamoios nem dos franceses,..." "..., a cerca que tem feita não é mais que um pé a tomar posse da terra, sem se poder dilatar nem sair dela sem socorro de sua alteza, a quem Vossa Reverendíssima deve lembrar e incitar que logo proveria, porquê ainda que é cousa pequena a que se tem feito, contudo é maior e basta-lhe chamar-se Cidade de São Sebastião para ser favorecida do Senhor, e merecimentos do glorioso mártir..."
Frei Vicente do Salvador esteve no Rio em 1607, 1608 e 1624; foi o autor da primeira "História do Brasil", publicada em 1627. O autor descreve a fundação da cidade do Rio de Janeiro, com precisão e minúcia, uma vez que colheu informações diretas de testemunhas dos acontecimentos, inclusive o próprio Anchieta, de quem foi contemporâneo no Colégio de Jesuíta da Bahia.
Frei Vicente esclarece o dia da fundação da cidade e também o local em que foi fundada: "...entrou pelo Rio em o primeiro de Março, e anchorando em a enseada, saltarão em terra, e feito tujupares, que são humas tendas ou choupanas de palha, para morarem, onde agora chamam a Cidade Velha, ao pé de um penedo, que se vai à nuvens, chamado o Pão de Assucar, se fortificarão com baluartes e trincheiras de madeira e terra, o melhor que puderão,..."
Outro atestado de valor é o de Gabriel Soares de Sousa, que viveu dezoito anos no Rio e foi contemporâneo dos primeiros Governadores da Cidade. No seu Tratado Descritivo do Brasil, de 1587, assim se manifesta: "E comecemos, do Pão de Assucar, que está na banda de fora da barra - que é um pico de pedra mui alto, de feição do nome que tem, no qual na parte a barra que se diz - Cara de Cão - há um pouco espaço de terra que fica entre essa ponta e o Pão de Assucar, terra baixa e chã, e virando-se dessa ponta para dentro da barra se chama Cidade Velha, onde ela se fundou primeiro." - como citado no livro "Rio de Janeiro em Seus Quatrocentos Anos - Formação e Desenvolvimento da Cidade".
Fonte: Site - Rio de Janeiro - Sua História, Seus Encantos

terça-feira, 1 de março de 2011

Região Oceânica expande porque mistura praias a clima ameno


Camboinhas, Itacoatiara, Itaipu e Piratininga recebem empreendimentos para morar e investir. Aluguéis chegam a R$ 6 mil enquanto valor de compra passa de R$ 2,7 milhões

A Região Oceânica de Niterói está em plena expansão, e atrai cada vez mais novos moradores por conta da mistura de suas praias com clima de montanha. De olho nisso as construtoras também investem no local, onde bairros como Camboinhas, Itacoatiara, Itaipu e Piratininga ganham novos empreendimentos. A demanda, cada vez maior, não está sendo suprida pela oferta, o que tem elevado os preços substancialmente. Aluguéis podem chegar a R$ 6 mil e o valor para compra pode ultrapassar a barreira dos R$ 2,7 milhões. Construtores e corretores confirmam que a região é uma área natural de expansão de Niterói.
A boa qualidade de vida, os serviços disponíveis e as belas praias são, sem dúvida, os atrativos da Região Oceânica. No entanto, especialistas lembram que é necessário que o poder público invista na infraestrutura e no acesso dos bairros para permitir um crescimento ordenado, saudável e que faça jus às belezas da Região Oceânica.
Segundo Ilka Martins, corretora da Offir Imóveis, a demanda na Região Oceânica é muito maior do que a oferta, o que tem feito os valores para aluguel e compra aumentarem substancialmente nos últimos anos. Ela explica que é praticamente impossível comprar uma casa ou apartamento por menos de R$ 300 mil.
“É impressionante a atração dos moradores de Niterói e de outros municípios pela Região Oceânica. Por ser uma área que congrega as praias mais bonitas da cidade com o clima de montanha, cada vez mais pessoas estão escolhendo bairros como Camboinhas, Itacoatiara, Itaipu e Piratininga para viver, e não apenas passar o verão”, explica.
Camboinhas e Itacoatiara, segundo ela têm os preços mais caros, tanto com relação a aluguel como a compra de imóveis.
“Em Piratininga, casas ou apartamentos de 3 quartos tem aluguéis que variam de R$ 1,5 mil a R$ 2,8 mil, mais taxas. Em Camboinhas e Itacoatiara os preços são a partir de R$ 2 mil, mais taxas. Já em Itaipú, os aluguéis caem um pouco, e começam em R$ 1 mil. É claro que tudo varia de acordo com o imóvel. Quando há piscina, área de lazer, ou vista pro mar os valores crescem substancialmente, e podem chegar facilmente aos R$ 6 mil, por exemplo”, explica.
Wilson Dreux, gerente geral do Grupo Imóveis confirma que o mercado está aquecido na região. Ele destaca que a procura por imóveis nos bairros da Região Oceânica, são feitas, na maioria dos casos, por moradores de cidades e estados vizinhos.
“A tranquilidade da região, a proximidade das praias e a qualidade dos imóveis atrai os novos moradores. Os preços acompanham a valorização do mercado”, explica.
Os valores dos imóveis, como é comum no mercado imobiliário, variam de acordo com a localização e estado de conservação e, no caso da Região Oceânica, proximidade com o oceano.
“Quanto melhor for a vista ou a proximidade do mar, maior vai ser o valor pago na compra ou no aluguel”, conta Dreux.
Em Piratininga, por exemplo é possível encontrar apartamentos com preços entre R$ 350 mil e R$ 1,8 milhões. Em Camboinhas os preços são ainda maiores, começando em R$ 600 mil e ultrapassando os R$ 2 milhões, dependendo do caso. Em Itacoatiara há unidades de quatro quartos, com piscina, de frente para o mar, que custam R$ 2,7 milhões.
Extensão – Diretor da Bacos Construtora, Richard Sonsol explica que a região é vista pelo mercado imobiliário como uma extensão natural das áreas de moradia de Niterói, e que tem grande potencial de crescimento.
“Com certeza Niterói continuará seu crescimento por esta região. Os empreendimentos recém lançados em Itacoatiara, Piratininga e Itaipu,com grande velocidade de vendas, comprovam isso. Tivemos uma boa experiência com o residencial Praias Oceânicas, em Itaipu, e voltaremos a investir na região”, explica ele, lembrando que uma das características dos bairros locais são os terrenos grandes com possibilidade de construção de empreendimentos com grandes áreas de lazer.
José Francisco Vieira Coelho, diretor da Pinto de Almeida, explica que o crescimento da região é facilmente comprovado.
“A Região Oceânica vem registrando o maior crescimento de toda a Região Metropolitana do Rio. É também a área de maior expansão da classe média, com taxa anual da ordem de 10% por ano. O desenvolvimento de Niterói caminha neste sentido e nós acompanharemos esta demanda”, explica ele, acrescentando que a empresa está investindo nos bairros do local e lançará, em maio, o residencial Portal de Itaipu, com 178 apartamentos de 2 e 3 quartos.
Limitação – Para Rodrigo Alves, diretor comercial da CALL Construtora, a compra de imóveis nos bairros da Região Oceânica são um bom investimento, com valorização imediata. Ele explica, por exemplo, que a nova lei, aprovada pela Prefeitura de Niterói que limita a construção de empreendimentos comerciais e coletivos em Itacoatiara, vai fazer com que as ofertas no bairro sejam ainda mais escassas.
“A Região Oceânica de Niterói é uma extensão das áreas de boa moradia da cidade, que tem bairros como Icaraí, Jardim Icaraí e Fonseca saturados. A ordem natural é crescer para lá. Em Itacoatiara, por exemplo a procura é grande, e as ofertas muito poucas. Nós da Call, por exemplo, entregaremos no próximo mês o Residencial Fiori de Itacoatiara, que teve 95 das suas unidades vendidas, só restando 11 coberturas. Quem adquiriu imóvel no bairro já teve seu investimento valorizado”, alerta ele, lembrando que a mudança na legislação da Região Oceânica permitirá mais investimentos, já que o setor precisa trabalhar com regras claras sobre a construção civil.

Incêndio destrói casa no Morro do Preventório, em Jurujuba


Segundo as primeiras informações, o incêndio teria sido criminoso e causado após uma briga entre o casal que morava na casa

Bombeiros do quartel de Charitas conseguiram evitar a propagação de um incêndio em uma casa na Travessa Bela Vista nº 72, no Morro do Preventório, em Jurujuba, Zona Sul de Niterói, no início da noite desta terça-feira.
Segundo as primeiras informações, o incêndio teria sido criminoso e causado após uma briga entre o casal que morava na casa.
A casa ficou completamente destruída, apesar de todos os esforços dos bombeiros.
Não há registro de feridos. O caso foi registrado na 79ª DP (Jurujuba).

O FLUMINENSE

Rio comemora 446 anos com shows e atrações por toda a cidade

01/03/2011 - 16:25

Conhecido internacionalmente como Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro completa nesta terça-feira 446 anos. Para garantir uma comemoração digna de um dos principais cartões-postais do país, foram programadas diversas atrações que prometem levar alegria e diversão a moradores e turistas ao longo do dia.
Na histórica Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte, que foi residência da Família Real entre os anos de 1808 e 1889, haverá shows gratuitos, a partir das 18h, com Martinho da Vila, Paralamas do Sucesso, Monobloco e a banda Calçadão Carioca. Os artistas prepararam um repertório especial em homenagem à cidade.
Na Praça XV, será montado um palco em frente à estação das Barcas, onde haverá apresentações a partir das 12h. Para encerrar a festa, a Orquestra Tabajara se apresenta a partir das 18h. Antes, no canal 14 da Net, das 7h30 às 14h, os espectadores verão duas produções cujo tema principal é o Rio de Janeiro.
Ainda como parte da comemoração, o Cristo Redentor, que conquistou o título de uma das novas Sete Maravilhas do Mundo, ganhará um moderno sistema de iluminação, com controle informatizado de comando e de iluminação à distância, e 300 novos projetores em tecnologia LED. O novo sistema oferece o dobro da luminosidade, gastando apenas um quarto da energia. A estátua, que é um dos pontos turísticos mais visitados na cidade, também celebra seu 80º aniversário.
A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, por meio da Rioluz, realizou na segunda-feira, dia 28, a inspeção final da instalação novo sistema de iluminação do Monumento ao Cristo Redentor, no Corcovado. A nova iluminação foi oficialmente aprovada e homologada pela Rioluz.
Na inspeção, conduzida pelo secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio, o presidente da Rioluz, Henrique Pinto, e o diretor de Manutenção e Implantação de Rioluz, Paulo César dos Santos, foram verificados os seguintes itens: os controles informatizado de comando e de iluminação à distância, o fornecimento de energia elétrica e o funcionamento dos 300 novos projetores em LED.

Agência Rio

IMAGENS DO RIO DE JANEIRO

















PRAIAS OCEÂNICAS DE NITEROI/RJ

Niterói oferece vários pontos de turismo. Navegue pelo menu ao lado e descubra o que a cidade tem a oferecer.

Banhadas pelo Oceano Atlântico, as praias mais limpas de Niterói estão na direção da Região dos Lagos e protegidas pelas Lagoas de Piratininga e Itaipu. 
Na Praia de Piratininga, a primeira da região oceânica, ocorre uma divisão: ela abriga duas praias, a calma e pacataPrainha, lotada nos finais de semana por cariocas e niteroienses, e o agitado e violento Praião, contornado de traillers de petiscos do mar.

Para quem chega de barco à cidade, deve ir direto à Praia do Sossego, que não tem acesso direto para carros.

Espremida entre Camboinhas e Piratininga, ela é a eleita dos que passeiam nos finais de semana com lanchas e iates que saem da Marina da Glória, no Rio, ou do Iate Clube de Niterói. Quem pretende alugar um barco, pode ligar para aSaveiros & Cia (21 621-9078), que agenda passeios com três horas de duração.

O itinerário são as Praias de São Francisco e Icaraí, Fortaleza Santa Cruz, Praia da Urca (Rio) com parada para mergulho, Enseada de Botafogo (Rio), Flamengo (Rio), Ponte Rio Niterói, Ilha Fiscal e Bay Market.
Para quem deseja passar o dia na praia, a melhor opção é aPraia de Camboinhas, banhada de águas esverdeadas e areia macia. Salpicada de quiosques que vendem petiscos e frutos do mar fresquinhos, ela é freqüentada pelos amantes de esportes náuticos, como a pesca e o windsurfe.

Na região próxima à Praia do Sossego, com bonitos casarões debruçados na areia, o público é mais selecionado, pois só consegue chegar de carro. Já, a praia mais longe do Centro da cidade é Itacoatiara, uma das mais bem freqüentadas de Niterói, que preserva uma rica vegetação, águas cristalinas e azuladas que fazem a alegria dos surfistas.

Defendida por ser o camarote para o mais belo pôr-do-sol da cidade, a Praia de Itaipu é uma das áreas mais antigas de Niterói pela secular colônia de pescadores e pela Igreja de São Sebastião de Itaipu (21 2709-4056 / 5046), construída pelo padre José de Anchieta, no início do século 18. 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Justiça Social e Justiça individual 
 

Um povo só se torna realmente justo quando conhece, de forma clara e objetiva, o real significado da palavra justiça.
Infelizmente, o princípio de justiça ainda não é muito bem compreendido pelo povo brasileiro. Uma das causas é que, na Língua Portuguesa, a palavra justiça também é utilizada para referir-se a órgãos do Setor Judiciário, (Justiça do Trabalho, Justiça Federal, Justiça Internacional, etc...). Essa duplicidade na linguagem ajuda a confundir os cidadãos menos esclarecidos.
Já é hora de os brasileiros se conscientizarem de que a palavra justiça refere-se, antes de tudo, a um princípio de eqüidade, de igualdade proporcional; um princípio de sabedoria que deveria ser utilizado pelo Governo em todas as áreas e, principalmente, pelo Poder Judiciário.

Os brasileiros ainda não entenderam a importância sócio-econômica de se levar a sério o princípio de justiça. A maioria dos cidadãos conhece apenas duas situações: ser beneficiado ou ser prejudicado. Infelizmente, a Educação brasileira não nos ensinou a discernir estes extremos e a adotar situações intermediárias. É no ponto médio, entre o benefício e o malefício, que encontramos o que é justo para todos.
Em linhas gerais, ser justo é não oprimir nem privilegiar, não menosprezar nem endeusar, não subvalorizar e tampouco supervalorizar. Ser justo é saber dividir corretamente sem subtrair e sem adicionar (sem roubar ou subornar). Ser justo é não se apropriar de pertences alheios e dar o correto valor a cada coisa e a cada pessoa. Ser justo é estabelecer regras claras sem dar vantagem para uns e desvantagem para outros. Ser justo é encontrar o equilíbrio que satisfaz ou sacrifica, por igual, sem deixar resíduos de insatisfação que possam resultar em desforras posteriores.
A ausência de uma boa educação, nesse sentido, tem propiciado comportamentos extremistas (ora omisso, ora violento) por parte da maioria dos cidadãos. Observe que até pouco tempo a maioria dos brasileiros preferia se calar mesmo diante das inúmeras explorações do nosso dia-a-dia. O maior problema, conseqüente desse tipo de comportamento surge com o decorrer do tempo. A falta de diálogo, para se estabelecer o que é justo e correto, faz o cidadão prejudicado se cansar de ser omisso e partir pra violência (ir direto ao outro extremo). Essas reações têm acontecido até mesmo entre parentes e vizinhos. Por isso, precisamos nos reeducar. Os cristãos, em especial, precisam ensinar ao povo o que é justo e correto para que os cidadãos não se tornem omissos e saibam estabelecer o diálogo ao perceber toda e qualquer injustiça. Se cultivarmos um padrão de comportamento realmente justo, ninguém acumulará motivos para se tornar infeliz, desleal, subornável ou violento.
Em todos os casos de injustiças (profissionais, comerciais, de relacionamento etc.) a pessoa prejudicada deve primeiramente ir até a pessoa injusta lhe pedir que corrija a injustiça. Se não surtir efeito deve levar pelo menos uma outra pessoa para que também dê testemunho (reclame) daquela injustiça. Se, apesar disso, a pessoa injusta não se corrigir, aí então deve levar o caso ao conhecimento das autoridades competentes para que elas determinem a solução. É muito importante entendermos que primeiramente deve haver duas tentativas de diálogo, só depois destas tentativas é que o caso deve ser entregue às autoridades.1
 



Por outro lado, as autoridades precisam agir de maneira totalmente imparcial (sem se inclinar para nenhum dos lados), em respeito aos ensinamentos bíblicos que ordenam que: nem mesmo para favorecer ao pobre se distorça o que é justo,2 e que sempre se use o mesmo padrão de peso e de medida para qualquer pessoa, seja pobre, rico, analfabeto, doutor, mendigo, autoridade, etc... A sociedade precisa entender que é a prática correta do princípio de justiça que produz a paz social viabilizando a prosperidade de forma ordeira e bem distribuída.
A esperteza, a exploração e a má fé, são técnicas ilusórias que têm vida curta e acidentada. As instituições governamentais, empresas privadas e negócios pessoais, estabelecidos com injustiças, com espertezas, com explorações e má fé, são comparáveis a construções sobre areia porque desmoronam nos dias de tempestades (crises, pragas, acidentes, novas concorrências, etc.). Mas, os negócios estabelecidos de forma justa, com justiça nos preços, nos salários, nos serviços e nos relacionamentos em geral, são comparáveis a construções sobre rocha porque permanecem de pé mesmo depois de grandes tempestades.
Portanto, precisamos abandonar a mania subdesenvolvida de gostar de levar vantagem em tudo, e cultivar a mania desenvolvida de gostar de fazer e receber justiça em tudo. Já é hora de entendermos que a vantagem que se leva hoje se transforma no prejuízo de amanhã, enquanto a justiça que se pratica hoje se transformará no lucro de amanhã.
Comportar-se de forma realmente justa, tanto na hora de dar ou de vender, quanto na hora de cobrar ou de receber, é condição primordial para um povo se tornar pacífico e bem-sucedido.
Notas___________________________
1
 Ensinamentos de Jesus Cristo em S. Mateus, cap. 18, versículo 15 a 17.
2 Bíblia Sagrada, Levítico, cap. 19, versículo 15. (Frase sintetizada).