terça-feira, 25 de janeiro de 2011

AS CRUZADAS

As Cruzadas são tradicionalmente definidas como expedições de caráter "militar" organizadas pela Igreja, para combaterem os inimigos do cristianismo e libertarem a Terra Santa (Jerusalém) das mãos desses infiéis. O movimento estendeu-se desde os fins do século XI até meados do século XIII. O termo Cruzadas passou a designá-lo em virtude de seus adeptos (os chamados soldados de Cristo) serem identificados pelo símbolo da cruz bordado em suas vestes. A cruz simbolizava o contrato estabelecido entre o indivíduo e Deus. Era o testemunho visível e público de engajamento individual e particular na empreitada divina. 

Partindo desse princípio, podemos afirmar que as peregrinações em direção a Jerusalém, assim como as lutas travadas contra os muçulmanos na Península Ibérica e contra os hereges em toda a Europa Ocidental, foram justificadas e legitimadas pela Igreja, através do conceito de Guerra Santa -- a guerra divinamente autorizada para combater os infiéis. 

"Para os homens que não haviam se recolhido a um mosteiro, havia um meio de lavar suas faltas, de ganhar a amizade de Deus: a peregrinação. Deixar a casa, os parentes, aventurar-se fora da rede de solidariedades protetoras, caminhar durante meses, anos. A peregrinação era penitência, provação, instrumento de purificação, preparação para o dia da justiça. A peregrinação era igualmente prazer. Ver outros países: a distração deste mundo cinzento. Em bandos, entre camaradas. E, quando partiam para Jerusalém, os cavaleiros peregrinos levavam armas, esperando poder guerrear contra o infiel: foi durante essas viagens que se formou a idéia da guerra santa, da cruzada". 

O movimento cruzadista foi motivado pela conjugação de diversos fatores, dentre os quais se destacam os de natureza religiosa, social e econômica. Em primeiro lugar, a ocorrência das Cruzadas expressava a própria cultura e a mentalidade de uma época. Ou seja, o predomínio e a influência da Igreja sobre o comportamento do homem medieval devem ser entendidos como os primeiros fatores explicativos das Cruzadas.
Tendo como base a intensa religiosidade presente na sociedade feudal a Igreja sempre defendia a participação dos fiéis na Guerra Santa, prometendo a eles recompensas divinas, como a salvação da alma e a vida eterna, através de sucessivas pregações realizadas em toda a Europa.
O Papa Urbano II, idealizador da Primeira Cruzada, realizou sua pregação durante o Concílio de Clermont rompida com a separação da Igreja no Cisma do Oriente, o Papa assim se dirigiu aos fiéis: " Deixai os que outrora estavam acostumados a se baterem impiedosamente contra os fiéis, em guerras particulares, lutarem contra os infiéis. Deixai os que até aqui foram ladrões tornarem-se soldados. Deixai aqueles que outrora bateram contra seus irmãos e parentes lutarem agora contra os bárbaros como devem. Deixai os que outrora foram mercenários, a baixo soldo, receberem agora a recompensa eterna. Uma vez que a terra onde vós habitais, é demasiadamente pequena para a vossa grande população, tomai o caminho do Santo Sepulcro e arrebatai aquela terra à raça perversa e submetei-a a vós mesmos". 

A ocorrência das Cruzadas Medievais deve ser analisada também como uma tentativa de superação da crise que se instalava na sociedade feudal durante a Baixa Idade Média. Por esta razão outros fatores contribuíram para sua realização.
Muitos nobres passam a encarar as expedições à Terra Santa como uma real possibilidade de ampliar seus domínios territoriais.
Aliada a esta questão deve-se lembrar ainda de que a sucessão da propriedade feudal estava fundamentada no direito de primogenitura. Esta norma estabelecia que, com a morte do proprietário, a terra deveria ser transmitida, por meio de herança, ao seu filho primogênito. Aos demais filhos só restavam servir ao seu irmão mais velho, formando uma camada de "nobres despossuídos" -- a pequena nobreza -- interessada em conquistar territórios no Oriente por meio das Cruzadas. 

Tanto a Cruzada Popular como a das Crianças foram fracassadas. Ambas tiveram um trágico fim, devido à falta de recursos que pudessem manter os peregrinos em sua longa marcha. Na verdade, as crianças mal alcançaram a Terra Santa, pois a maioria morreu no caminho, de fome ou de frio. Alguns chegaram somente até a Itália, outros se dispersaram, e houve aqueles que foram seqüestrados e escravizados pelos mulçumanos. Com os mendigos da Cruzada Popular não foi diferente. Embora tivessem alcançado a cidade de Constantinopla (sob péssimas condições), as autoridades bizantinas logo trataram de afastar aquele grupo de despossuídos. Para tanto, o bispo de Constantinopla incentivou os peregrinos a lutarem contra os infiéis da Ásia. O resultado não poderia ser outro: sem condições para enfrentar os fanáticos turcos seldjúcidas, os abnegados fiéis foram massacrados. Além dessas duas cruzadas, tiveram ainda oito cruzadas oficialmente organizadas, em direção à Terra Santa.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PAISAGENS

   



 



Viver na presença de Deus


Algumas pessoas parecem repletas de calma e paz interior. Exteriormente suas atitudes são gentis, cheias de bondade, paciência, satisfação, generosidade e felicidade. Suas palavras, seus atos e atitudes refletem serenidade interior. Quando encontramos pessoas assim, imediatamente elas nos impressionam pela aparência de bondade e autenticidade que possuem. Qual será o segredo destas pessoas, indagamos.
O fato é que, ao invés de invejá-las, tentar descobrir seu "segredo", temos, sim, de aprender a viver mais próximos de Deus. Ele é a fonte de toda bondade, paz, alegria e generosamente compartilha estas dádivas com aqueles que vivem nele e com ele.
A maneira como devemos nos aproximar mais de Deus está sabiamente expressa no parecer de São Francisco de Sales: "Cuide para não se esquecer de Deus enquanto trabalha. Imite as criancinhas quando caminha: elas seguram na mão de seus pais... Preste atenção em seu trabalho, mas de vez em quando pense no Senhor para pedir-lhe ajuda e para ver se o que está fazendo é do seu agrado. Deste modo você realizará melhor e mais facilmente até as tarefas mais difíceis".
Cultivar a experiência de viver na presença de Deus foi descrito como a "virtude das virtudes". O Irmão Carmelita Lawrence, que viveu no século dezessete, via esta experiência como somatória de uma completa vida espiritual. Ele acreditava que qualquer um que "experimentasse a presença Divina diariamente, logo poderia tornar-se um ser espiritual".
No Antigo Testamento, Deus instruiu Abraão: "Anda em minha presença..." (Gn 17,1).


COMO VIVER CADA DIA COM DEUS 
FLORENCE WEDGE 
Editora Santuário.


A PACIÊNCIA DIVINA


Abraão estava assentado em frente à sua tenda, apreciando a tarde.
Aproximou-se dele um velho curvado ao peso de cem anos, apoiado num bastão. O patriarca o recebeu, bondosamente, lavou-lhe os pés, e ofereceu janta. Antes de comer, reparou que o homem não invocou a Deus. Perguntou-lhe, pois:
- Você adora a Deus? Ou quem você adora?
- Eu adoro o Fogo. Ele é meu Deus.
Abraão ficou tão zangado que o expulsou da sua tenda. Logo em seguida Deus chamou Abraão e perguntou por que tinha mandado embora o forasteiro.
- Ele não te adora, respondeu.
- Abraão, disse Deus em tom de censura, eu agüentei esse homem durante cem anos, embora me renegasse. E você não pôde suportá-lo nem uma noite, quando nenhum mal te fez?
Abraão, envergonhado, foi buscar o velho, pediu desculpa e o acolheu.
ORAÇÃO DA VIDA 1 
CLÓVIS BOVO 
Editora Santuário.

AVISO TJ Nº 01/2011


CONSIDERANDO o grande número de advogados buscando protocolar petições nas comarcas onde o expediente está suspenso em razão das chuvas; 

CONSIDERANDO a impossibilidade física e logística de receber tais petições ante a ausência de pessoal e a impossibilidade de acesso regular ao prédio do Fórum;
O Desembargador Luiz Zveiter, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, AVISA que nas Comarcas em que o protocolo integrado esteja inoperante em razão de suspensão do expediente forense, os advogados deverão requerer a devolução do prazo ao juízo processante, após a cessação da suspensão.

Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2011.
Desembargador LUIZ ZVEITER
Presidente do Tribunal de Justiça

AVISO TJ Nº 01/2011


CONSIDERANDO o grande número de advogados buscando protocolar petições nas comarcas onde o expediente está suspenso em razão das chuvas; 

CONSIDERANDO a impossibilidade física e logística de receber tais petições ante a ausência de pessoal e a impossibilidade de acesso regular ao prédio do Fórum;
O Desembargador Luiz Zveiter, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, AVISA que nas Comarcas em que o protocolo integrado esteja inoperante em razão de suspensão do expediente forense, os advogados deverão requerer a devolução do prazo ao juízo processante, após a cessação da suspensão.

Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2011.
Desembargador LUIZ ZVEITER
Presidente do Tribunal de Justiça

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vaticano confirma «Apostolado Mundial de Fátima»


Fátima, Santarém, 21 Jan (Ecclesia) - O Conselho Pontifício para os Leigos confirmou o Apostolado Mundial de Fátima (World Apostolate of Fatima - W.A.F.) como associação pública internacional de fiéis, revelou hoje o Santuário de Fátima.
O decreto que confirma a personalidade jurídica e aprova definitivamente os Estatutos tem data de 7 de Outubro de 2010, Festa de Nossa Senhora do Rosário.
Em declarações à sala de imprensa do Santuário de Fátima, Nuno Prazeres, director do Secretariado Internacional do W.A.F., salientou que “esta é uma excelente oportunidade para reforçarmos o nosso compromisso com a difusão da Mensagem de Fátima por todo o mundo, levando assim esta luz de esperança e paz ao coração dos homens.”
D. Josef Clemens, secretário do Conselho Pontifício para os Leigos, em carta dirigida ao presidente da associação, sublinhou que “a aprovação definitiva dos Estatutos marca um momento novo para o Apostolado Mundial de Fátima e é nossa esperança que isso traga o entusiasmo da nova evangelização às vossas actividades”.
O decreto de aprovação destaca que “os membros do Apostolado Mundial de Fátima comprometem-se a ser testemunhas da Fé Católica nas suas famílias, no trabalho, nas paróquias e comunidades”, participando assim na tarefa da “Nova Evangelização”.
Nas palavras de Nuno Prazeres, “a associação tem efectivamente desenvolvido nos últimos anos uma série de iniciativas para melhor responder a este compromisso”.
“O Apostolado Mundial de Fátima está activamente presente em mais de 60 países e conta com milhares de associados que se consagram ao Coração Imaculado de Maria e se comprometem a oferecer os sacrifícios diários de acordo com os seus deveres cristãos, a rezar o Terço todos os dias, a usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo e a praticar a devoção dos Cinco Primeiros Sábados do mês, tal como foi pedido por Nossa Senhora”, acrescenta.
Cabe ao Secretariado Internacional, que tem a sua sede em Fátima, manter o elo de ligação com todas as estruturas da associação, estimulando-as para a vivência e para o testemunho autêntico da Mensagem de Fátima.
Desde Julho de 2009, o Secretariado Internacional do Apostolado Mundial de Fátima coordena a recitação do Rosário, uma vez por mês, na Capelinha das Aparições, no Santuário de Fátima.
Este Rosário, às 18h30, é oferecido pelas intenções dos membros da associação, de modo particular, pelo respeito da vida humana, desde a concepção à morte natural.
Outras informações em www.worldfatima.com
SISF/OC