quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Nota oficial da OAB/RJ

Diante da grave situação de violência por que passa o Rio de Janeiro, a OAB/RJ tem a declarar o seguinte:
Os atos de vandalismo são inaceitáveis numa sociedade civilizada. Devem ser reprimidos e os seus responsáveis,  punidos de forma severa, em conformidade com a lei.
Os dirigentes da área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro - em particular o secretário de Segurança - têm demonstrado seriedade e espírito público e contam com a solidariedade e o voto de confiança da OAB/RJ neste momento difícil.
A possibilidade de um pedido de ajuda federal, com a mobilização da Força Nacional, não deve ser descartada. A utilização desse recurso, porém, deve ficar a critério das autoridades responsáveis pela segurança pública.
Os atos de violência com que nos deparamos nos últimos dias não devem justificar um retrocesso na atual política de segurança, assentada em modelo de polícia comunitária e cidadã, da qual as UPPs são parte fundamental. O retorno à política de extermínio, que fazia de cada comunidade carente uma praça de guerra, inevitavelmente trará como consequência mais violência e mais mortes de inocentes.
Por fim, conclamamos a população a que mantenha a calma e evite multiplicar e dar ouvidos a boatos que só contribuem para trazer mais intranquilidade e insegurança. E exatamente o que esses criminosos desejam

Rio, 24 de novembro de 2010

Wadih Damous
Presidente da OAB/RJ

Click do Leitor: Praça sem atrativo em Marechal Hermes




COLÉGIO MUNICIPAL EVANGELINA DUARTE BATISTA E SANTOS DUMONT

Rio - A obra da prefeitura embelezou a Praça XV de Novembro, em Marechal Hermes, mas deixou a área sem qualquer tipo de equipamento, reclama Diego Reis. “Até os famosos banquinhos foram retirados. Virou uma grande praça vazia”, observa ele, que capturou foto do ‘Google Street’.


O DIA ON LINE


Estudei neste colégio (Evangelina)

LEI MARIA DA PENHA COMPLETA 4 ANOS DIZENDO NÃO A VIOLÊNCIA


Em 1983 Maria da Penha Maia Fernandes estava dormindo quando levou um tiro pelas costas. O autor do disparo era o marido, pai de suas três filhas. Maria ficou paraplégica, mas voltou para casa depois de uma temporada no hospital. Ela já sofria com agressões antes do episódio, mas, aos 38 anos, temia em pedir a separação. “Tinha medo que chegasse a esse ponto de violência, mas ao mesmo tempo achava que não seria possível”, diz. Ela só saiu de casa depois da segunda tentativa de assassinato por Marco Antônio Viveiros, que desta vez tentou eletrocutá-la durante o banho.

Maria da Penha ficou paraplégica após o marido atirar pelas costas

O caso de Maria choca e se tornou um ícone na luta pelos direitos da mulher, mas não é exceção. Segundo dados das Nações Unidas, uma em cada três mulheres no mundo é vítima de violência. Na América Latina, a proporção sobe para 40%, de acordo com a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). Segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o problema atinge proporções epidêmicas.

A punição do agressor de Maria da Penha só veio depois de 19 anos de julgamento – e ele ficou apenas dois anos em regime fechado. O caso chegou a ser denunciado internacionalmente como exemplo de omissão e negligência e ajudou a pressionar uma mudança na constituição brasileira.

Maria da Penha hoje dá nome para a lei 11.340, que entrou em vigor em 2006, e cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, como possibilitar a prisão preventiva ou em flagrante dos agressores.

Novos desafios
Embora as pesquisas indiquem um aumento do conhecimento da Lei Maria da Penha pela população em geral - um número que gira em torno de 80% segundo dados do Ibope e Instituto Avon -, isso não basta para garantir a diminuição das ocorrências. Quatro anos depois que a lei entrou em vigor, a conscientização é fundamental, um processo longo que não envolve só as mulheres. Homens, jovens e aqueles que aplicam a lei – da delegacia ao tribunal – são públicos alvo.

“Precisamos pensar tanto na conscientização das mulheres como na capacitação dos operadores de direito, que aplicam a lei. Elas precisam dizer não à violência e denunciar, mas com a confiança de que serão atendidas e que a lei será cumprida” diz Rebecca Tavares, representante do UNIFEM no Brasil e Cone Sul. Segundo ela, muitas mulheres que procuram ajuda acabam sendo agredidas novamente, julgadas ou enviadas de volta para casa. “É possível que delegados questionem a roupa que usam, se deveriam ou não ter saído sozinhas”, aponta.

Somente 7% dos municípios brasileiros têm delegacias especializadas no atendimento a mulher. “Qualquer delegado é obrigado a atender a mulher, mas ainda assim eles a mandam para a delegacia da mulher. E ela chega lá, pega senha e volta para casa”, critica Maria da Penha, que vê uma insuficiência no sistema de atendimento em função da demanda de queixas.

Hoje, dia 25 de novembro, é o dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher. Entre as iniciativas que integram o movimento este ano, está o recém lançado portal Quebre o Ciclo (www.quebreociclo.com.br), iniciativa do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) em parceria com o Instituto Avon. A plataforma tem como objetivo aumentar a conscientização de mulheres e operadores de justiça.


Eliza Samudio: erro e machismo
Um exemplo recente no erro na aplicação da lei é o caso de Eliza Samudio e o goleiro Bruno Fernandes – o jogador é suspeito pela polícia pelo sumiço da ex-namorada. Antes de desaparecer, ela havia denunciado agressões do jogador, mas não recebeu a proteção devida. “A juíza adotou uma medida machista. Foi um erro baseado na convicção que existem classes diferentes de mulheres. Não importa se ela era casada, juntada ou ex-amante”, critica Penha. Para Rebecca, ela foi mais uma das mulheres que a justiça simplesmente não atendeu mesmo depois de várias denúncias. “É um caso comum. O brasileiro sabe dessa história porque ele (Bruno) é famoso, mas muitas mulheres são assassinadas mesmo após procurar o apoio do governo”, diz. Dados consolidados pela UNIFEM apontam que metade das mulheres que morrem em homicídios são mortas pelos parceiros, maridos ou namorado.

“Muitos são lords”
A questão cultural e o caráter possessivo ou violento dos homens, assim como o alcoolismo, ainda são vistas como as principais causas da violência de gênero no Brasil, segundo um levantamento de percepção sobre violência doméstica realizado em 2009 pelo Instituto Avon. Maria da Penha é farmacêutica bioquímica. Seu ex-marido, economista e professor. Até por isso, ela refuta a associação da violência à condição social das famílias e crê que, quanto mais elitizado o caso de violência contra a mulher, mais camuflado ele é. “Não há perfil do homem agressor. Muitos são lords, gentlemans”, diz.

Violência sem marcas
Muitas mulheres que sofrem violência não sabem. Isso porque a imagem dos hematomas pelo corpo pode ser a primeira associação quando se pensa em agressão ou violência. Mas o problema vai além das marcas físicas. Relações sexuais forçadas, violência psicológica, moral e patrimonial se encaixam na lei e no alarmante cenário mundial. A mulher que escuta xingamentos, tem seus bens subtraídos pelo marido, se sente intimidada e com a autoestima abalada ou é privada de trabalhar também pode, e deve, fazer a denúncia. “Elas demoram a perceber que é violência, não sabem seus direitos e que podem denunciar. É um trabalho de educação pública”, aponta Rebecca.

Nos primeiros cinco meses de 2010 foram registrados mais de 51 mil relatos de violência no país pela Central de Atendimento a Mulher, no telefone 180. Entre eles, 29.515 eram de violência física enquanto 13.464 casos relatados eram de teor psicológico e 6.438 de violência moral.

Sem desculpa
“Ele estava estressado, foi uma vez só” é uma das justificativas para agressões que as mulheres encontram e usam para minimizar a violência e uma das posturas que é combatida pelas campanhas nacionais e internacionais.

Mas há outros motivos pelos quais mulheres não denunciam seus companheiros. Segundo Rebecca, além do constrangimento e receio de humilhação, mulheres com filhos se sentem – ou são – mais dependentes do marido. “Ele diz que nunca mais vai acontecer. Isso é comum”, avalia. A violência começa aos poucos, pode ser inicialmente psicológica ou moral. “E quando você perdoa, participa do ciclo de violência. Eu entrei no ciclo três vezes”, diz Maria da Penha.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A árvore de Natal deve ser montada a partir do 1º domingo do Advento (pelo calendário católico romano), que é normalmente entre o último domingo de novembro e o primeiro domingo de dezembro. E deve ser desmontada no dia 6 de janeiro (Epifania do Senhor ou dia de Reis).


Tome a iniciativa. Não espere que outra pessoa espalhe a alegria do Natal.
Seja o primeiro a desejar a todos que encontrar um Feliz Natal.
Aproveite o Natal para reatar a amizade com um amigo ou parente.
Tire uma foto da família todo ano no mesmo lugar, na noite de Natal; pode ser perto de uma árvore favorita do seu jardim. No futuro, você terá um registro maravilhoso do crescimento da sua família, bem como do crescimento da árvore.
Quando não souber o que vai dar de presente a uma pessoa, dê livro. Não se esqueça da dedicatória, com o nome, a ocasião e a data.
Quando estiver na companhia de uma criança e vir uma luz vermelha piscando no céu, pergunte-lhe:”Será que é o trenó de Papai Noel?”
Pendure os cartões de Natal na porta da sala, para que você possa vê-los toda vez que entrar na sala.
Encha sua casa com fragrância de cravo, casca de laranja e canela.
Não se desespere se estiver com pouco dinheiro. Seja criativo. Se olhar para trás, você descobrirá que os Natais nos quais você tinha menos dinheiro foram os que deixaram as melhores lembranças.
Coloque o cartão de Natal que vier de mais longe em um local de destaque.
Experimente pelo menos uma nova receita e uma nova idéia de decoração.
Personalize seus cartões de Natal com observações escritas mão.
Faça algumas refeições iluminadas apenas pelas luzes da árvore de Natal.
Não dê roupas de baixo de presente para crianças.
Espere até a manhã de Natal para colocar o menino Jesus no presépio.
Lembre-se de que a melhor solução para o desânimo no Natal é fazer algo especial por outra pessoa.
Conte aos seus filhos como era o Natal quando você tinha a idade deles.
Nunca recuse uma sobremesa no Natal.
Recorte os cartões de Natal bonitinhos para usar como etiquetas de presentes.
Aprenda a dizer Feliz Natal em várias línguas.
Na manhã de Natal, telefone para alguns parentes que moram longe e deseje-lhes Feliz Natal.
Ouça músicas de Natal em casa, no escritório e no carro para manter o espírito natalino.
Na semana que antecede o Natal, converse com seus filhos sobre o primeiro Natal e sobre como o nascimento de Jesus afetou o mundo.
Fonte: www.comamor.com.br

RECEITAS NATALINAS

Bolo de Natal com frutas secas


200 gramas de tâmaras cortadas em tiras
50 gramas de damasco cortado em tiras
2 colheres de (chá) de fermento em pó
50 gramas de nozes picadas
50 gramas de amêndoas em lascas
3 colheres de (sopa) de rum
350 gramas de farinha de trigo
120 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar
1 xícara de leite
1 pitada de sal
3 ovos

Cobertura:
300 gramas de frutas cristalizadas picadas
500 gramas de creme de leite fresco
3 colheres de (sopa) de açúcar


Coloque os frutos secos para macerar no rum e preaqueça o forno em temperatura média (180ºC). Numa tigela, bata a manteiga com o açúcar, uma pitada de sal e os ovos, até virar um creme esbranquiçado. Acrescente os frutos já macerados. Reserve. Peneire a farinha com o fermento e junte à mistura de ovos, alternando com o leite. Misture e mexa até formar uma massa homogênea. Unte e enfarinhe uma forma de 25 a 30 cm de diâmetro e despeje a massa nela. Leve para assar por cerca de uma hora ou até um palito espetado no bolo sair limpo. Cobertura: Bata o creme de leite com o açúcar, até virar um chantilly. Cubra o bolo com esse chantilly e distribua as frutas cristalizadas picadas por cima.

1 dúzia de laranjas maduras
2 quilos de açúcar


Raspar a casca dos frutos com ralo de leve. Cortar a parte inferior em cruz. Retirar os gomos, aproveitando apenas as cascas. Colocá-las num tacho com bastante água e cozinhar em fogo forte. Deixar esfriar. Passar as cascas para uma vasilha d'água, trocando a água 2 vezes por dia. Escorrer bem as cascas numa peneira. Fazer uma calda rala de açúcar (usar metade do açúcar pedido), adicionar as cascas e levar ao fogo deixando ferver por ½ hora. Tirar do fogo. Repetir a operação de fervura na calda dois dias consecutivos, ½ hora cada dia. No quarto dia deixar a calda tomar ponto mais alto.

Para cristalizar:
Retirar as cascas da calda mais rala, engrossar bem esta, passar as cascas na calda bem grossa, transferi-las para tabuleiro e deixar secar.





Doce de Laranja da Terra

1 dúzia de laranjas maduras
2 quilos de açúcar


Raspar a casca dos frutos com ralo de leve. Cortar a parte inferior em cruz. Retirar os gomos, aproveitando apenas as cascas. Colocá-las num tacho com bastante água e cozinhar em fogo forte. Deixar esfriar. Passar as cascas para uma vasilha d'água, trocando a água 2 vezes por dia. Escorrer bem as cascas numa peneira. Fazer uma calda rala de açúcar (usar metade do açúcar pedido), adicionar as cascas e levar ao fogo deixando ferver por ½ hora. Tirar do fogo. Repetir a operação de fervura na calda dois dias consecutivos, ½ hora cada dia. No quarto dia deixar a calda tomar ponto mais alto.

Para cristalizar:
Retirar as cascas da calda mais rala, engrossar bem esta, passar as cascas na calda bem grossa, transferi-las para tabuleiro e deixar secar.

Os meios para um apostolado efetivo – contra o naturalismo moderno

Posted by Alexandre Pinheiro em 02/10/2009
Tratando do zelo pela conversão das almas no apostolado, o Pe. Tanquerey tem algumas considerações bem valiosas sobre os meios mais eficazes para conseguir o fim intentado; considerações essas que esbarram no apostolado praticamente naturalista que hoje vemos nas paróquias, apostolados sem vida interior, uma total “heresia das obras”.
“A primeira coisa a lembrar é que os meios empregados na prática do zelo diferem em efetividade e importância; existe entre eles uma hierarquia, sendo oração e sacrifícios os mais efetivos. O exemplo segue logo depois na ordem, palavras e ação tendo o último lugar. O exemplo de Nosso Senhor é bastante para nos convencer disso. Toda sua vida foi uma contínua oração e um contínuo sacrifício. Ele começou praticando o que ensinou aos outros, levando uma vida escondida por trinta anos antes de se dedicar a um ministério de apenas três anos de duração. Levemos em consideração o caminho tomado pelos apóstolos, que delegaram aos diáconos várias obras de caridade para que pudessem se dedicar mais amplamente à oração e à pregação do Evangelho “Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra” (Atos, VI, 4; caveat: Bíblia Ave Maria). Deixemos as palavras de São Paulo ecoarem em nossos ouvidos: “Assim, nem o que planta é alguma coisa nem o que rega, mas só Deus, que faz crescer” (I Cor III, 7; caveat: Bíblia Ave Maria).
(The Spiritual Life, Pe. Adolphe Tanquerey, Tan Books, 2000, p. 293-294)

Teologia da Semana Santa

Como se pode compreender o sentido e a teologia desta semana que nós chamamos de santa?
A tradição do povo quis recordar os últimos acontecimentos históricos de Jesus de Nazaré. Não se trata apenas de recordar fatos passados, mas de um memorial que deve ser atualizado pelos fiéis. A Semana Santa é semana do encontro com o Cristo-Ressuscitado: nas celebrações litúrgicas, na sua Palavra e na pessoa dos irmãos da comunidade. As celebrações religiosas são a recordação dos últimos acontecimentos da vida terrestre de Jesus de Nazaré. Cada dia da semana é um fato a ser recordado e atualizado.
Trata-se da celebração do Mistério Pascal na sua globalidade, sem fragmentações, embora cada dia seja dedicado a um dos aspectos particulares. Havia e ainda há o perigo de romper a unidade do Mistério, separando excessivamente a celebração da morte da celebração da ressurreição. A leitura de episódios dos evangelhos pode ter uma repercussão nefasta sobre o total da celebração litúrgica e na vida de cada um de nós.
A liturgia da Semana Santa não é um simples jogo de representação teatral, mas atualiza sempre o único Mistério Pascal que não pode ser fragmentado.


VIVENDO A SEMANA SANTA 
O mistério pascal celebrado no Brasil 
Vários autores 
Editora Santuário.