segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Passado "Esquecido" do Brasil

A Arqueologia no Brasil realmente não é muito divulgada, mas nosso território foi palco de importantes descobertas, sendo que possuímos centenas de sítios arqueológicos catalogados (Veja a relação destes sítios acessando o Banco de Dados do IPHAN).

No país são desenvolvidas pesquisas arqueológicas que abrangem os mais diversos períodos históricos, desde as épocas mais primitivas (pré-história) até o século XIX (arqueologia histórica). Faremos aqui o relato destas atividades de resgate do passado, expondo os mais importantes achados da arqueologia brasileira.

O mais antigo crânio de um ser humano pré-histórico já exumado nas Américas foi encontrado nas cavernas da região de Lagoa Santa (Estado de Minas Gerais), ele data de aproximadamente 11.000 anos e pertenceu à uma mulher, batizada como Luzia, uma referência ao mais antigo fóssil de um hominídeo (Lucy, de 2 milhões de anos, descoberto na África). Esta região de Lagoa Santa foi pesquisada no século XIX pelo dinamarquês Peter Lund, pioneiro no estudo da pré-história brasileira. Ainda em Minas Gerais, no Vale do Peruaçu, estão as mais espetaculares obras de arte rupestre do país. Elas se destacam pelo uso de cores variadas e pelos grafismos geométricos. Os arqueólogos afirmam que os jogos de cores e formas são superiores aos encontrados no continente europeu. As pinturas mais antigas têm 11.000 anos e as mais recentes 2.000 anos. Já a Serra da Capivara (Estado do Piauí), abriga um dos sítios arqueológicos mais ricos do mundo. São 25.000 desenhos que, juntamente com utensílios de pedra, ossos e vestígios de fogueiras, provocam uma revisão da história do homem no continente americano. No Rio Grande do Sul diversos grupos indígenas pré-históricos desenvolveram suas culturas, o chamado Povo das Casas Subterrâneas organizou verdadeiras "aldeias formigueiro" compostas por cerca de 30 habitações escavadas na terra, protegendo seus moradores do frio invernal. Também na região amazônica e litorânea houve alojamento de grupos humanos na pré-história, esses casos serão relatados à seguir.

O Povo dos Sambaquis

A ocupação do litoral, desde São Paulo até o Rio da Prata, foi lenta, iniciada talvez há 8.000 anos. É difícil rastrear o movimento destes grupos, por causa dos avanços e recuos do mar ao longo desse período. Os sambaquianos acampavam perto dos mangues e, aos poucos, restos de conchas e moluscos acumulados formavam uma elevação que impedia a passagem do vento e do mau cheiro. Depois de um tempo, erguiam as cabanas sobre os montes consolidados (sambaquis = montes de mariscos). Os vários sepultamentos resgatados permitem definir o tipo físico padrão: homens de 1,61m, robustos, com crânio alto e nariz largo.

Os sambaquianos deixaram uma das mais extraordinárias manifestações culturais da pré-história brasileira: esculturas em pedra chamadas zoolitos (representação de animais) ou antropolitos (seres humanos). Os peritos estimam que a escultura de um peixe na pedra levaria 200 horas, em várias etapas do trabalho, do lascamento até os últimos detalhes. É uma pena que os sambaquis tenham sofrido com décadas de vandalismo. As conchas empilhadas eram  extraídas para virarem cal, estradas rasgaram os antigos assentamentos e, muitas peças manufaturadas pelo povo que ali vivia foram parar em coleções particulares de todo o país. Só em 1961, por lei, os sambaquis foram colocados entre os sítios arqueológicos a serem preservados.

As avançadas culturas da Amazônia

Na Amazônia aconteceu o florescimento de avançadas culturas indígenas, entre elas, destacam-se as da Ilha de Marajó. A cultura Marajoara começou a ser estudada desde o final do século XIX, quando naturalistas e outros viajantes tomaram conhecimento da fantástica cerâmica que era encontrada enterrada em grandes aterros artificiais. Os cientistas estadunidenses Betty Meggers e Clifford Evans foram os primeiros arqueólogos a estudarem aquela cultura. Impressionados com a cerâmica altamente elaborada, concluíram que aquele povo deveria ter migrado dos Andes. Hoje entende-se que a cultura Marajoara originou-se localmente, à partir de um processo de mudança que ocorreu entre as comunidades que já habitavam a ilha há 3.500 anos atrás.

Os marajoaras podiam não construir pirâmides, como os maias do México, mas suas proezas de engenharia iam muito além das ocas indígenas que os portugueses encontraram no litoral. Marajó está salpicada por tesos, aterros enormes (podiam ter até 12 metros de altura e 200 de comprimento, abrigando cerca de 1.000 pessoas) sobre os quais eram erguidas suas aldeias. Sua função primordial era proteger os moradores contra a água, já que a ilha ficava alagada durante metade do ano. Mas com o passar do tempo é provável que os tesos tenham virado símbolos de poder dos caciques. Os marajoaras também desenvolveram ideogramas, que se combinavam e se repetiam. As narrativas gravadas na cerâmica se referem à mitologia marajoara, marcadas por animais como lagarto, escorpião e a jararaca e podem ser estudadas e compreendidas a partir de sua lógica. Isso não significa, porém, que os marajoaras tenham chegado perto da escrita. Nunca saberemos se eles teriam evoluído para ideogramas ou hieróglifos.

Saiba mais sobre a cultura Marajoara acessando o site Marajoara.com.
Novos dados lançam dúvidas sobre o homem americano


O povoamento do continente americano é um enigma a ser decifrado para a compreensão da evolução de nossa espécie, chamada pelos cientistas de Homo sapiens. Ao deixar a África, onde surgiu aproximadamente entre 200 mil e 100 mil anos, o homem primitivo deu início à sua dispersão territorial e colonizou novos continentes, adaptando-se a novas regiões de clima e recursos naturais variados. Num movimento cuja direção levou ao estreito de Bering, a porta de entrada das Américas, nossos ancestrais deixaram vestígios nos lugares por onde passaram e fixaram residência. Esses locais, conhecidos como sítios arqueológicos foram encontrados em maior número na Europa, Ásia e Oceania do que na América do Norte, Central e do Sul que também são mais recentes. Essa lacuna na história do desenvolvimento humano há muito tempo mobiliza arqueólogos, lingüistas, antropólogos físicos e sociais, biólogos e geólogos, que procuram conhecer a origem, as características e quando e como chegou à América a nossa espécie.

"Hoje, as perguntas que estão sendo feitas sobre o povoamento da América são: de onde vieram os primeiros colonizadores? Que rota seguiram? A migração foi contínua ou interrompida por lapsos de tempo? Quando ocorreu essa migração, ou quando ocorreram essas migrações?", explica Francisco Salzano, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), empenhado em desvendar as origens do homem americano por meio da análise genética de grupos indígenas. Para ele, existe o consenso entre os cientistas de que não existiram populações originadas no continente, pois aqui ainda não foram encontrados vestígios muito antigos de fósseis humanos. Além disso, a hipótese mais aceita é a de que a rota de entrada no continente passou pelo estreito de Bering. "Mesmo com relação a este último ponto, no entanto, há vozes discordantes. As discussões quanto à região original de migração envolvem ou a Mongólia ou a Sibéria, numa ou mais rotas de migração, que podem ter sido terrestres, interiores, costeiras ou marítimas", diz Salzano.

Um dos debates mais intensos sobre o surgimento do homem americano diz respeito ao tempo de sua chegada ao continente. Até meados do século passado, os achados arqueológicos que ofereciam dados mais antigos sobre a presença humana nas Américas derivavam de materiais encontrados no Novo México, EUA. Trata-se da cultura Clóvis, assim batizada com o mesmo nome do sítio arqueológico em que foram encontrados artefatos produzidos por pessoas que habitaram a região entre 10.500 e 11.400 anos atrás. Esse grupo era formado por caçadores de grandes animais, tais como mamutes e mastodontes, que eram abatidos por pontas de pedra lascada bastante afiadas, cuja técnica de produção permitia que fossem colocadas na ponta de um cabo.


Ponta de flecha tipo Clóvis
Fonte: Reprodução do catálogo da Mostra
do Redescobrimento Brasil + 500

Esses achados permitiram a construção do modelo teórico chamado "Clóvis-Primeiro", segundo o qual uma única leva de pessoas adentrou a América aproximadamente a 12 mil anos. Esse período correspondia a uma era geológica, o final do período Pleistoceno, em que, entre o Alasca e o estreito de Bering, formou-se um corredor de terra chamado Beríngia, graças ao rebaixamento do nível do mar, numa era glacial em que a água era retida em grande volume na forma de gelo. Além desse fato geológico, a teoria foi corroborada por outras descobertas em sítios arqueológicos nos Estados Unidos, onde os artefatos de pedra lascada encontrados eram bastante semelhantes aos da cultura Clóvis. Desse modo, passou-se a acreditar que dessa cultura descendiam os demais grupos humanos espalhados pelo continente, idéia defendida ferrenhamente pelos pesquisadores norte-americanos, que olham com ceticismo a produção científica sul-americana.

Mas a teoria de que a cultura Clóvis era a primeira e mais antiga da América, aos poucos, foi perdendo espaço diante das novas descobertas arqueológicas que atestaram uma presença humana mais remota em algumas regiões fora da América do Norte, tornando mais acirradas as discussões sobre a origem do homem em nosso continente. No final dos anos 90, trabalhos publicados por cientistas norte-americanos sobre escavações realizadas na América do Sul indicavam datas de ocupação de períodos contemporâneos aos de Clóvis.

No sítio de Monte Verde explorado pelo arqueólogo Tom Dillehay, ao sul do Chile, foram encontrados vestígios arqueológicos que sugerem uma presença humana há 12.300 anos. Os estudos da pesquisadora Anna Roosevelt sobre Pedra Pintada, sítio localizado na cidade de Monte Alegre, Pará, indicam a ocupação do homem na floresta amazônica por volta de 11.300 anos atrás. Os resultados obtidos nesse local levaram a pesquisadora apresentar um outro modelo teórico de explicação da ocupação da América, o qual foi chamado de "Clóvis em contexto". Segundo esse modelo, a cultura Clóvis não era a mais antiga ocupação no continente da qual derivam todas as demais populações americanas.

Achados em outros sítios arqueológicos espalhados pela América do Sul reforçam a teoria de uma ocupação pré-Clóvis do continente, no final do período Pleistoceno, anterior a 10 mil anos, e no início do Holoceno, nossa atual era geológica. Em Taima-Taima, sítio venezuelano, há indícios de presença humana que remontam a 15 mil anos. Na Argentina, nos sítios de Piedra Museo e Los Toldos, existem vestígios humanos de aproximadamente 13 mil anos. Os sítios de Tibitó, Colômbia, e os de Quebrada Jaguay e Pachamachay, no Peru, possuem datações antigas de até 11.800 anos. No Brasil, em Lapa do Boquête, Vale do Peruaçu, e em Lapa Vermelha e Santana do Riacho, Lagoa Santa, todos estes em Minas Gerais, e no Boqueirão da Pedra Furada, São Raimundo Nonato, Piauí, foram encontradas evidências remotas, anteriores a 10 mil anos.

Atualmente, reivindica-se ao sítio arqueológico do Boqueirão da Pedra Furada, os vestígios mais antigos deixados pelo homem nas Américas. Datações feitas a partir de carvões originados de fogueiras e pedras lascadas indicam uma ocupação humana que remonta a cerca de 60 mil anos. Porém, entre os arqueólogos, é discutido se realmente tais vestígios foram produzidos por homens ou se são resultado de algum tipo de ação natural. Para a arqueóloga Niéde Guidon, que escava a região desde os anos 80, não há dúvidas de interpretação a respeito da ação humana nesse contexto. "Colegas americanos da Texas A & M University, EUA, analisaram as peças líticas e, como nós, as consideram indubitavelmente feitas pelo homem. Para rebater a idéia de que o carvão podia vir de incêndios naturais, fizemos sondagens em todo o vale da Pedra Furada e o carvão somente existe dentro do sítio. Incêndios naturais deixam carvão para todos os lados", explica a pesquisadora.

Para Niéde Guidon, a partir dos vestígios do sítio de Pedra Furada, considerando dados da paleoclimatologia, da paleoparasitologia e da genética, seria possível propor uma teoria sobre a ocupação da América por grupos humanos diferentes, vindo de diferentes regiões, em diferentes épocas, ao longo dos últimos 100 mil anos. Mas, como ressalta a pesquisadora, sua proposta não é a de desvendar as origens do homem americano, mas sim descrever a história do homem na região do sudeste do Piauí.

"Todos partem do pressuposto de que estamos estudando a origem do homem americano. Nosso programa de pesquisa é outro. Iniciei as pesquisas partindo da hipótese de que, tratando-se de uma região de fronteira entre duas grandes formações brasileiras, o escudo pré-cambriano da depressão periférica do São Francisco e a bacia sedimentar Maranhão Piauí do período devoniano-permiano, haveria uma profusão de ecossistemas diferentes, o que aumentaria a quantidade e diversidade dos produtos naturais disponíveis. Esse fato poderia ser o gerador de condições favoráveis para o desenvolvimento de culturas diferentes e, principalmente, de grandes culturas nesta região. Estudamos também todo o processo de evolução climática e da paisagem, desde a chegada do homem até hoje. Essa hipótese se mostrou verdadeira e até hoje estamos descobrindo novos sítios, figuras rupestres que foram comparadas pelos técnicos da Unesco às pinturas das grutas francesas, sendo classificadas como obras primas da humanidade. A quantidade de sítios, de pinturas, gravuras, material lítico e cerâmico demonstra uma presença antiga e contínua. Portanto, se enganam aqueles que pensam que estamos pesquisando para descobrir o mais velho ocupante da América. Se os sítios mais antigos tivessem 9.000 anos continuaríamos com o mesmo programa", diz Guidon.

Achados arqueológicos pré-Clóvis, ou seja, mais antigos que 11.400 anos, também têm ajudado a embaralhar ainda mais outras duas peças do quebra-cabeça sobre a colonização primitiva da América que são: a origem do homem americano e o número de levas migratórias que o trouxeram para o continente. Na década de 80, a explicação mais aceita era fornecida pelo Modelo das Três Migrações, uma combinação de análises dentária, lingüística e de genética clássica. Segundo esse modelo, três populações originárias da Sibéria e do nordeste-asiático - ameríndios, na-denes e esquimós - adentraram respectivamente o território americano há 11 mil, 9 mil e 4 mil anos.

Porém, novos estudos em genética baseados na análise do DNA mitocondrial (mtDNA) e do cromossomo Y de populações indígenas americanas fornecem modelos alternativos sobre os grupos fundadores de novas culturas na América. Os pesquisadores Francisco Salzano (UFRGS) e Sandro Bonatto (PUCRS), baseados em resultados com mtDNA, sugerem uma entrada única no continente, por volta de 16 mil a 20 mil anos atrás. Mas Salzano explica que tais projeções sobre o tempo de presença do homem na América variam conforme a base de referência utilizada para estudos nesse sentido. Citando o exemplo da genética, o pesquisador diz que algumas pesquisas baseadas em análises do cromossomo Y, por exemplo, propõem números diferentes de migrações colonizadoras, uma ou mais, que ocorreram em épocas distintas.

Pesquisas em antropologia física, baseadas no estudo da morfologia craniana, também apresentam modelos distintos de ocupação da América, sugerindo a existência de quatro ondas migratórias ocorridas em períodos diferentes. Em artigo publicado na revista brasileira Scientific American, em agosto deste ano, os pesquisadores Walter Neves e Mark Hubbe, ambos da USP, defendem a idéia de que uma população distinta dos atuais índios americanos adentrou o continente através do estreito de Bering aproximadamente a 15 mil anos. Essa hipótese faz parte da teoria denominada "Modelo dos Dois Componentes Biológicos Principais", segundo a qual houve uma migração não mongolóide, que antecedeu a chegada dos ameríndios, na-denes e esquimós ao continente.

Essa teoria é sustentada pelo antropólogo físico Walter Neves desde meados dos anos oitenta, época em que ele analisou uma série de crânios encontrados no sítio Lapa Vermelha IV, região de Lagoa Santa, Minas Gerais, escavado por franceses e brasileiros sob a liderança da arqueóloga Annete Laming Emperaire, entre os anos de 1974 e 1976. A morfologia desses crânios apresenta traços característicos aos dos aborígines africanos e australianos, que são distintos dos traços característicos de povos com origem asiática, tais como chineses, japoneses e atuais indígenas americanos.


Annete escava local onde foi encontrada a mandíbula de Luzia
Foto cedida por André Prous

A idéia de que o território americano foi ocupado por populações de componentes biológicos distintos ganhou visibilidade com a publicação, em 1998, de um estudo feito por Neves a partir de um esqueleto encontrado na Lapa Vermelha, considerado um dos mais antigos encontrados na América. Com a idade entre 11 mil e 11.500 anos atrás, esse esqueleto pertencia a uma mulher jovem batizada pelos arqueólogos de Luzia. O estado de conservação de seu crânio permitiu a realização de uma reconstituição facial, cuja aparência revela traços semelhantes aos de africanos e australianos.


A busca continua
A origem primitiva do homem americano permanece um mistério para a ciência. Os pesquisadores que procuram desvendá-la, dispõem de escassas evidências e utilizam diferentes bases de referência metodológica (lingüística, arqueológica, antropológica, genética etc), que são difíceis de serem encaixadas num mesmo modelo teórico. De certa forma, as discussões giram em torno de quem possui os dados mais precisos e mais antigos sobre a presença humana em nosso continente. Além disso, os embates científicos parecem estar polarizados pelas velhas teorias de colonização e os novos vestígios arqueológicos encontrados na América do Sul.

Para Niéde Guidon, as teorias sobre a ocupação da América dos anos 50 eram baseadas na falta de dados. "Os dados foram surgindo, mas muitos ficaram aferrados a uma teoria sem bases. Os conhecimentos sobre a pré-história da Europa, da África, mudaram e muito. A cada ano temos novos recuos para o aparecimento do gênero Homo, para as relações genéticas entre Homo e os outros grandes primatas africanos. Somente a teoria americana sobre o povoamento da América não pode ser tocada. Em alguns artigos recentes, a submissão é tal que somente o que é feito pelos americanos pode ser considerado", comenta a arqueóloga.

O arqueólogo André Prous (UFMG), que participou da missão franco-brasileira para a escavação do sítio de Lapa Vermelha IV, onde foi encontrada a Luzia, acrescenta que a determinação de um período para a ocupação do homem na América depende da descoberta de sítios arqueológicos devidamente escavados e interpretados. Diz ele, "o dia em que tivermos sítios, se é que eles irão aparecer, mais antigos e em boas condições, já com vestígios inquestionáveis, com estratigrafias claras e datações precisas, teremos dados mais seguros sobre uma presença bastante primitiva do homem em determinada região. Para isso, é preciso multiplicar os números de pesquisas, procurar supostos sítios pleistocênicos com vestígios preservados etc. Teríamos que ter uma multiplicidade de estudos arqueológicos a esse respeito, pois as pesquisas acadêmicas sobre o tema são raras. Além disso, no final, devemos contar com boa dose de sorte para achar esses locais".


Referências bibliográficas:

Dossiê Surgimento do Homem na América, Revista USP, n.34, junho/julho/agosto, 1997.
"Luzia e a saga dos primeiros americanos", Revista Scientific American Brasil, ano 2, n. 15, agosto de 2003, www.sciam.com.br


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domingo, 7 de novembro de 2010

A Lenda das Almas Gémeas

Submetido por merlin em 2006-01-29 16:31:51 com as tags .
Há muito tempo atras, num reino distante, existia um rei que possuia uma filha. Seu nome era Psique. Sua beleza era tão grande que enfeiticava todos os homens que a vissem. Isto que no comeco orgulhava o poderoso rei, com o tempo se tornava um martirio. Nenhum homem que surgia conseguia ama-la pela sua perfeicao. Reis, guerreiros, principes, todos nao se achavam dignos de tanta beleza.

Assim a cada dia que se passava, Psique se tornava mais triste e soh. O que seus pais acreditavam ser uma dadiva dos deuses, agora se tornava um castigo para a bela moca. O rei, sem nunca desisitir da felicidade de sua filha, consultou mestres, magos, viajantes, mas nunca conseguiu algo que trouxesse um fim para infelicidade de sua filha.

Numa noite, Psique teve um sonho. Ouviu seu nome sendo entoado por uma bela voz que vinha de um mundo distante, se viu voando pelos ceus, sendo protegida e amada por alguem muito especial. Psique logo ao acordar, contou aos seus pais sua feliz visao. Agora ela acreditava que seu destino jamais seria a solidao e acreditava que um dia encontraria aquela paz e felicidade tao sonhada.

Psique passou a sorrir quando ouvia a voz de seu coracao e um belo dia sentada num campo de flores, se viu sendo erguida e levada aos ceus por um fio dourado.

Psique voou por mundos distantes, por ceus, por mares, ateh chegar num castelo muito rico e belo. Lah Psique foi atendida por inumeros criados que jah a conheciam e a tratavam como se jah a esperassem há muito tempo.

Psique perguntou de quem seria tao bela casa e para sua surpresa, os criados responderam que aquela era sua casa e que logo que o sol se fosse, conheceria Eros, seu marido. Marido? Psique sorriu, mas aguardou o encontro jah que seu coracao a tranquilizava e dizia que aquilo era a coisa certa.

Ao anoitecer Psique fora levada para um dos mais belos quartos do grandioso castelo. Estranhamente o quarto não possuia nenhum luz ou janela. A medida que a noite cobria aquele belo lugar, o quarto de Psique se mergulhava na mais completa escuridao.

De repente, Psique sentiu a presenca de Eros, e se virou para conhece-lo. Mesmo sem se verem , em meio a escuridao, os dois sentiram a mesma sensacao, sentiram o Amor fluindo dentro de seus corpos, sentiram um ao outro, se tocaram e se amaram pela primeira vez, sem ao menos poder se conhecer.

No dia seguinte Psique acorda soh e assustada. Teria sido um sonho? Não, ainda podia sentir o calor das maos de Eros. Psique correu pelo castelo chamando Eros. Entrou em salas, saloes, quartos, perguntou aos criados, mas todos se emudeciam quando ouvia o nome de Eros. Desesperou-se frente a situacao. O que estava acontecendo? Chorou, amaldicoou aquele lugar e adormeceu...

Ao anoitecer seus criados a levaram novamente para seu quarto e a deixaram soh, como haviam sido instruidos há muito tempo atras, antes mesmo de Psique ter chegado a aquela casa. Segundos apos o ultimo raio de luz deixar aquele quarto, Eros retornou e tocou o rosto de Psique. Psique despertou e se imaginou sonhando. Sim, ela sorria, Eros não havia a abandonado. Eros jamais a abandonaria. Mas ele com uma dor tao profunda em sua voz, contou a Psique que eles eram fruto de uma maldicao muito antiga.

Uma maldicao que dizia que um dia nasceriam duas pessoas perfeitas, perfeitas em seus atos, em suas palavras, perfeitas em corpo e espirito. Um seria o complemento do outro. Um sorriria nos momentos tristes do outro, ou dividiriam as lagrimas. Um sentiria a presenca do outro. Se amariam inconscientemente. Se ajudariam tao longe estivessem. A perfeicao seria tanta que jamais haveria uma uniao que os satisfizesse, a não ser a deles mesmo. A uniao soh aconteceria com uma condicao: eles jamais poderiam se ver. Assim nasceu Eros e Psique.

Muito anos se passaram, depois daquela triste noite de revelacao. Mas foram anos maravilhosos, recheados de felicidade, de cumplicidade. Tao perfeitos, Psique completava Eros e eles esqueceram aquela triste destino que alguem, algum dia havia lhes reservado. Apesar de jamais se encontrarem durante o dia e jamais poderem se ver, a felicidade plena reinava sobre a vida de Eros e Psique. Um belo dia Psique resolver retornar a casa de seus pais, em meio a tanta felicidade, não havia lembrado o quanto eles poderiam estar preocupados com seu estranho desaparecimento há anos atras. Psique se despediu de Eros, prometendo retornar dentro de alguns dias.

Psique voou novamente pelas asas do vento e voltou ao seu antigo mundo, agora parecendo tao estranho e triste por não ser o mesmo mundo onde pode conhecer Eros.

Estranhamente, ela percebera que em seu mundo não haviam passado tanto tempo. So faziam minutos que ela havia saido daquele lugar. Correu para seus pais e contou tudo que havia ocorrido. Sobre Eros, sobre o castelo maravilhoso e sobre sua felicidade tao almejada e agora conquistada. Mas jamais contaria sobre a maldicao.

Seus pais bastante felizes queriam conhecer Eros, faziam-lhe perguntas que Psique jamais saberia responder. Como era seu marido, de onde vinha, quando viria visita-los. Psique conseguiu inventar respostas, conseguiu se esquivar, apesar de se sentir traida por não poder confiar aos seus pais seu triste destino.

Triste destino? Psique se esquecera completamente como ao lado de Eros, jamais sentira tristeza alguma.

Talvez a volta ao seu antigo mundo, fizera Psique mudar alguns pensamentos. Agora acreditava que precisava conhecer Eros de qualquer maneira. E se ele fosse tao horrivel, como os piores seres do inferno? E se ele fosse um monstro?

Psique se encheu de Amor e pensou... se Eros fosse uma criatura tao horrenda quando o pior ser que existisse na face da Terra, Psique ainda assim o amaria. Sim, Psique acreditava que a escuridao que reinava no relacionamente de Psique e Eros era por esta razao. Eros deveria ser uma criatura orrenda. Mas ela, protegida pelo amor verdadeiro e forte que sentia por Eros, amaria sua feiura e assim a maldicao da escuridao acabaria sobre Eros e Psique.

Em sua volta ao mundo de Eros, Psique imaginava como poderia conhecer finalmente o rosto de seu amado esposo. Psique levaria um lampiao ao quarto, o esconderia e quando Eros adormecesse, iluminaria seu rosto e amaria qualquer imagem que visse.

Assim Psique retornou, encontrou com Eros ao anoitecer, contou sobre seu encontro com seus pais e aguardou seu sono.

Silenciosamente, ao sentir a respiracao de Eros, Psique pegou o lampiao, acendeu e se aproximou da cama.

Aos poucos Psique comecou a ver Eros, o homem que Psique sabia que amaria eternamente, independente do que o futuro os reservasse.

Psique chorou....

Eros era perfeito .

Eros era a propria imagem de Psique....

Com o solucar de Psique, Eros acorda e se assusta. O lampiao que ela segurava cai e uma gota do oleo quente marca dolorosamente o braco dos amantes. Eros sem conseguir dizer nada, olha Psique e os dois se abracam....... Agora eles sabiam o que significava serem um do outro, Eros era o complemento de Psique e os dois juntos, unidos, criavam a perfeira uniao de suas almas.....

Um estrondo ensurdecer invade o quarto, o castelo e todo o reino de Eros e Psique. Os ventos comecam a soprar, a terra a tremer, as estrelas somem, e um terrivel acontecimento comecaria naquele momento. Psique e Eros não respeitaram a maldicao, e agora pagariam pelo seu erro....

Dos ceus, Zeus, o Deus de todos os deuses, aparece:

-Como ousas, mesmo tendo toda a felicidade que os permiti, não obedecer as minhas ordens? Como podes enfrentar meu poder?

Psique e Eros temendo a ira de Zeus, se ajoelham e pedem perdao. Prometeriam que voltariam a viver na escuridao,e jamais tornariam a se ver de novo... Zeus ri... ri estrondosamente... porque acharia que seu castigo seria tao ameno assim?

Zeus amaldicoa Psique e Eros novamente e sem piedade... A partir deste dia Psique e Eros se tornariam cegos...

Não cegaria seus olhos ... cegaria suas almas... A partir daquele dia, daquele momento, Psique e Eros jamais poderiam enxergar suas verdadeiras belezas, sua perfeicões.. Eles vagariam por diversos mundos... diversas vidas... viveriam se procurando... numa busca sofrida... Suas almas ficariam escondidas dentro de corpos fisicos, ora bonitos, ora feios, ora cansados, ora velhos... Psique e Eros teriam que se encontrar, se reconhecer e provar que se arrependiam de terem tido a necessidade de ver seus rostos fisicos, alem da verdadeira face de suas almas...

Escondidos dentro de uma casca mortal, criada por Zeus e colocadas em volta de suas almas imortais e perfeitas, eles teriam que reaprender a usar novamente os olhos de suas almas, pois agora soh teriam os olhos do seu corpo. Olhos do corpo, olhos fisicos que soh enxergam a casca fisica que esconde a verdadeira beleza de suas almas...

Um pouco distante dali... uma Deusa tambem presenciava aquela cena e compartilhava da dor que agora Psique e Eros carregariam.... Era Venus... esta , sem a forca que Zeus possuia... ainda conseguiu ajudar Eros e Psique...

Venus colocou junto com a maldicao de Zeus uma bela magia:

Aquela queimadura que o Eros e Psique tinham em seus bracos como marcas de seu primeiro encontro fisico... a cada vida seria uma pista para que Eros e Psique se reconhecessem... A cada vida... cada um traria um sinal que quando visto pelos olhos fisicos de cada um deles... despertaria os olhos de sua alma....

Assim... algum dia... em algum lugar... Eros reconheceria Psique ... na maneira dela falar... na maneira de sorrir... na maneira de acordar de manha... de contar uma historia engracada... de odiar arrumar seus cabelos... naquele jeito estranho e maravilhoso de te abracar durante a noite... naquela mania especial de faze-lo sorrir, quando o mundo te força a chorar...

Assim... algum dia... em algum lugar.... Eros, guardiao do Amor, e Psique, guardiã da alma... se unirão de novo... quebrarão suas cascas amaldicoadas... e provarão para Zeus que o seu Amor conseguiu unir novamente, o que jamais deveria ter sido separado... suas almas gêmeas...

PRAIAS OCEÂNICAS

A Região Oceânica é cercada por 5 praias de extrema beleza. Dificilmente encontra-se uma combinação tão perfeita entre o mar e a montanha.

Até fins dos anos 70, Camboinhas e Itaipu formavam uma só praia.
A Imobiliária VEPLAN abriu permanente o canal de Itaipu, o que causou o esvaziamento das lagoas de Itaipu e Piratininga. A intenção real deste procedimento, segundo algumas opiniões, seria a diminuição do espelho d'água, possibilitando, assim, o surgimento de áreas secas para loteamento. Seria o início da especulação imobiliária na Região Oceânica.

Itacoatiara.
Em tupi significa pedra-riscada

Camboinhas.
Praia conhecida pelo atendimento de alto nível na areia pelos quiosques.

Sossego.
A praia do Sossego é a fronteira natural entre as praias de Camboinhas e Piratininga.

Piratininga.
É a praia mais extensa da Região Oceânica.

Itaipu
É o final da Estrada de Itaipu.


Socorro para a Nossa Lagoa!

Venho em nome dos moradores da Av. Francisco Gabriel de S. Lobo, fazer um desabafo e pedir socorro para a nossa Lagoa. Há mais de um ano a Prefeitura descarregou vários caminhões de terra na margem da Lagoa de Piratininga e desde então vem sendo depósito para entulhos, lixo, animais mortos e o mais agravante, é um local de Preservação Ambiental. Fui até a empresa CLIN, recebi a informação de que não poderiam retirar o montante de terra e que o lixo despejado no local é retirado semanalmente, O QUE NÃO OCORRE, pois tenho fotos de lixos colocados há mais de 2 semanas sem ser recolhidos. O responsável pela empresa informou que não tem como fazer a fiscalização, no entanto, nós como moradores, trabalhamos, e não conseguimos fiscalizar o local a todo momento, e quando solicitado placas de sinalização, nos foi informado que não seria necessário, pois o problema continuaria, que é uma obrigação da CLIN, e caso não tenha efetivo, que contrate, pois a mesma é paga para nos prestar este serviço. Foi denunciada esta situação no JORNAL O GLOBO (10/10/2010) e a Prefeitura de Niterói, através da Secretaria de Recursos Hídricos, mais uma vez, transferiu a responsabilidade para o BATALHÃO AMBIENTAL que nunca sequer nenhum morador viu analisar o Local E ATÉ O MOMENTO NADA FOI FEITO! Solicitamos ajuda, pois o IPTU que se cobra no local é bem alto (R$2.000,00) e sequer temos nossos direitos respeitados, sequer recebemos uma resposta referente ao problema. Prefeito e Vereadores, não nos procure somente nas eleições, façam sua parte, pois foram colocados nesta posição para servir os moradores e resolver os problemas da cidade! Vão esperar a Lagoa de Piratininga virar um RIO TIETÊ para que nós cidadãos, arcarmos com a Revitalização!

Maria Aparecida Martins - Piratininga | Mande sua notícia.






Piratininga (Niterói)

Piratininga é um dos bairros em que se divide a cidade de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Localiza-se no entorno da lagoa de mesmo nome, entre o Oceano Atlântico, a Serra Grande e o Morro da Viração, limitando-se com Itaípu, Camboinhas, Jacaré, São Francisco, Charitas e Jurujuba.

História

O bairro, originado em parte da sesmaria doada a Cristóvão Monteiro, tinha na pesca a sua atividade mais marcante, tendo inclusive sediado uma colônia de pescadores na localidade conhecida como Tibau. Com o surgimento das grandes fazendas na Região, como a denominada Piratininga, pertencente a Manuel de Frias e Vasconcelos, a área passa a produzir açúcar, aguardente e café, além de culturas de subsistência. Essa produção seguia, por terra ou mar, até a enseada de Jurujuba.

Com o passar do tempo o interesse pela área torna-se crescente e, a partir dos anos 60, vários loteamentos irão surgir. Durante o processo de nova configuração espacial do bairro, os posseiros sempre tiveram presença marcante sendo até hoje motivo de impasse, envolvendo as empresas imobiliárias, proprietários e o poder público. A área ao redor da lagoa de Piratininga é a de maior conflito e também a que reúne o maior contingente de população de baixa renda.

Desde a década de 70 o bairro vem sendo ocupado por população de classe média, em virtude da melhoria das vias de acesso e da beleza do lugar: a praia, a lagoa, as ilhas, os costões e vegetação de restinga. Essa rápida ocupação já acabou com o extenso areal, as pitangueiras e os coqueiros que existiam.

Destaca-se ainda em seus limites a praia de Imbuí e o Forte de Imbuí, cuja entrada principal dá-se através do bairro de Jurujuba e que fazia parte do sistema de defesa da entrada da Baía de Guanabara.

Há cerca de 40 anos o navio Madalena, luxuoso transatlântico da Mala Real Inglesa, encerrando a sua viagem inaugural, chocou-se com uma das pedras Tijucas, próximas à Baía de Guanabara. Após o resgate dos passageiros o navio soltou-se devido aos ventos e à maré. Na tentativa de salvá-lo, o navio partiu-se ao meio: uma parte afundou e a outra acabou encalhando nas areias da praia de Imbuí.

[População

Conforme dados obtidos através do Censo do IBGE/1991, o bairro de Piratininga tem registrado nas últimas décadas uma das maiores taxas médias de crescimento populacional de todo o município. As taxas registradas nos períodos 70/80 e 80/91 foram consideravelmente superiores à média do município para os mesmos períodos. Na década de 70 a taxa média de crescimento de Piratininga esteve por volta de 4,83%, o que representava o 14º maior crescimento entre os bairros de Niterói, enquanto o município em sua totalidade registrava 2,55%. Já no período 80/91 o bairro obteve uma aceleração no crescimento se comparado ao período anterior, marcando a taxa de 11,08% passando a ser o 3º maior crescimento entre os bairros. O crescimento deste período é ainda mais significativo quando comparado à taxa média do município, que foi de 0,85%.

O Bairro de Piratininga apresenta um total de 9.268 habitantes, o que corresponde a 2,12% do total do município.

A população é bastante equilibrada no que diz respeito a sua composição por sexo: os homens representam 49,18% da população, enquanto as mulheres representam 50,82%.

A análise da distribuição populacional por grupos de idade demonstra um elevado número de crianças e jovens (entre 0 e 19 anos), que correspondem a 38,10% do total de habitantes do local. Outra faixa bastante significativa é a que se situa entre 20-44 anos (adultos), que corresponde a 41,08% do total da população.

A partir da faixa dos 45 anos, nota-se acentuada diminuição do número de habitantes nos grupos que se sucedem, ao ponto da faixa correspondente aos idosos (60 anos em diante) somar apenas 7,77% da população do bairro.

Piratininga ocupa a 26ª posição no município no que diz respeito a taxa de alfabetização, com 88,93% de seus moradores alfabetizados. As faixas de idade mais jovens são as que apresentam as taxas mais elevadas.

Na situação de chefe de domicílio, Piratininga apresenta 82,46% de indivíduos do sexo masculino nesta categoria, enquanto 17,54% são do sexo feminino, sendo este o maior percentual de participação feminina na chefia domiciliar em toda a Região Oceânica.

No que se refere ao rendimento do chefe de domicílio, Piratininga apresenta-se de forma bastante heterogênea, percebida pela distribuição do rendimento médio, de forma mais significativa, nas seguintes classes: 31,98% do total ganham até 2 salários mínimos; 28,73% entre 5 e 15 e 12,33% ganham mais de 20 salários mínimos.

Domicílios

O Bairro de Piratininga possui 2.433 domicílios particulares permanentes, quase todos em casas isoladas ou de condomínio. Do total de domicílios particulares permanentes do local, 83,31% são próprios e apenas 6,54% são alugados, existindo ainda 10,15% sob outra forma de ocupação, entre os quais 236 são cedidos, provavelmente ocupados por caseiros.

Os domicílios do bairro de Piratininga apresentam características sanitárias que seguem o padrão predominante na Região Oceânica, ou seja, a ausência de rede geral de água e esgoto.

Do total de domicílios do bairro, 96,42% obtém sua água através de poços ou nascentes.

Com relação à instalação sanitária, 73,28% dos domicílios possuem fossa séptica, enquanto 26,72%, que correspondem a 650 domicílios, utilizam outros tipos de esoadouro: 329 domicílios a fossa rudimentar; 160 domicílios a vala; 49 domicílios outras formas não discriminadas ; 100 domicílios não possuem nenhum tipo de instalação e em 12 domicílios o entrevistado não soube informar.

A coleta de lixo alcança 84,96% dos domicílios. Do total, 10,64% têm como fim a queima no local e 4,40% outras formas de coleta.

[editar]Papel na região

Piratininga tem assumido, no conjunto da região, um papel de destaque no que se refere principalmente a oferta de comércio e serviços. O bairro possui um número significativo de supermercados, bares, restaurantes, lojas de materiais de construção, lojas de conveniência, agências de automóveis e outros, distribuídos ao longo de suas vias principais, ou ainda, concentrados em centros comerciais. Este fato, aliado à proximidade com as praias oceânicas, têm transformado o bairro num dos principais núcleos de lazer de todo o município. Destaca-se ainda como equipamento de lazer o Iate Clube de Piratininga.

A localização espacial de Piratininga — "porta de entrada" da Região Oceânica — é um elemento estratégico para o desenvolvimento do local. A antiga estrada Celso Peçanha, atual estrada Francisco da Cruz Nunes, a principal do bairro, é importante via de acesso aos outros bairros da região e às praias.

Quanto aos equipamentos públicos, encontramos no setor de educação a Escola Municipal Francisco Portugal Neves, que atende aos dois segmentos do primeiro grau e a Escola Estadual Almirante Tamandaré, que atende ao primeiro segmento do 1º grau. O setor de saúde conta com duas unidades, sendo uma localizada próxima ao trevo de Piratininga e a outra na localidade do Tibau, e ao seu lado (posto de saúde) localiza-se a Capela de Nossa Senhora da Penha, onde a sua Matriz localiza-se no Bairro do Cafubá – Matriz de São José – hoje com o seu Pároco o Pe. João Luiz Assmpção.

[Ligações Externas


Niterói Turismo - Praias

Categoria: Bairros de Niterói


Fotos do Por do Sol em Piratininga e a Capela de Nossa Senhora da Penha:

Pe. João Luiz - Matriz de São José Matriz de São José


Capela de Nossa Senhora da Penha Capela de Nossa Senhora da Penha

Capela de Nossa Senhora da Penha Procissão de Nossa Senhora Aparecida - 2010