sábado, 6 de novembro de 2010

As Chaves do Reino

Jesus, em Mateus dezesseis mostra claramente que as portas do inferno não prevalecerão contra a Sua Igreja; a edificação da Igreja só é realizada por Jesus, e quando Ele faz, ela prevalece. Ao receber um revelação, como Pedro recebeu do Pai a revelação de quem era Jesus, precisamos ser edificados na prática da Verdade.

Logo depois que Pedro fez a grande confissão da sua vida dizendo a Jesus: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus disse: Também eu te digo, tu és Pedro, e sobre esta pedra (O entendimento que ele havia recebido) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra. As chaves do reino são as condições que a verdade nos oferece. As chaves são verdades. Verdades de Deus que, ao serem reveladas em nosso espírito, nos dão condições de ligar e desligar através da atividade da nossa fé. O objetivo das chaves do reino é liberar as coisas do céu na terra; e impedir as coisas do inferno no meio dos homens. Ao usar essas chaves (Verdades de Deus) nós liberamos o céu na terra e paramos o inferno. Jesus disse: O que ligardes na terra, terá sido ligado nos céus, e o que desligardes na terra, terá sido desligado nos céus; portanto ao por a nossa fé em ação por praticar a Verdade, nós ligamos e desligamos condições em nossas vidas. Nos livramos daquilo que não vem de Deus e recebemos o que vem Dele.

Autoridades de Deus na terra

O ponto é que estamos aqui para reinar; Deus nos deu a Sua natureza, e podemos operar na fé como Jesus operava. O homem foi criado por Deus para viver Nele em íntima comunhão; foi feito para expressa-Lo e para dominar na terra através da força que a Verdade de Deus proporciona. Somos autoridades de Deus na terra. Estamos aqui para reinar e o governo do Senhor é manifesto através da Igreja. Como embaixada celestial, o Senhor espera que o Seu reino não seja uma teoria religiosa, humana, em nossas vidas, mas uma experiência prática e real. Deus nos colocou aqui para exercer a Sua autoridade. O inimigo das nossas almas, e tudo que é dele, não tem outra opção a não ser submeter-se à autoridade do Nome de Jesus nas nossas vidas. Quando um guarda de transito faz uma grande carreta parar; por mais potente que ela seja, ela tem que parar, se não quiser sofrer as penalidades pela desobediência. Porém ela não para pela força física do guarda de transito; ela para por causa da autoridade que está sobre ele. A autoridade que está sobre ele é maior e mais poderosa do que sua força física.
Assim é no Reino de Deus. A autoridade que está sobre nós em o Nome de Jesus, e que funciona em nossas vidas através da "obediência" à Palavra de Deus, é maior e mais poderosa do que a nossa força física. Sim, ela funciona pela atuação do Espírito em nosso íntimo e nossa ação correspondente, fazendo e falando o que Deus nos diz.

O funcionamento da unção

A unção que opera em nosso íntimo nos revelando a Verdade, é a fonte da autoridade de Deus em nossas vidas. É muito importante compreendermos como Deus opera nas nossas vidas em sua forma primária. Ele age em nosso espírito, nos dando luz, abrindo o nosso entendimento. Agora, cabe a nós respondermos positivamente à Palavra revelada em nosso espírito, pois é essa resposta a base da nossa autoridade funcional. Deus fala em nosso espírito, mas Ele não vai obedecer por nós. Somos nós que obedecemos. Somos nós que ao recebermos luz, decidimos agir, nos conformando com a Palavra recebida. E é exatamente na proporção da nossa submissão à Palavra, que jorra autoridade de Deus e unção do nosso interior. Deus é poderoso para mudar qualquer circunstância que estiver em nosso caminho; o que Ele precisa é da nossa submissão à Palavra a fim de que pela nossa obediência Ele possa fluir de dentro para fora e mudar tudo em nossas circunstâncias. A obediência por fé é o canal livre pelo qual a unção de Deus flui e produz o resultado esperado.

A história do Centurião Romano

A questão da unção que deriva da obediência é muito bem ensinada pelo Espírito Santo no episódio do centurião que buscou cura para o seu servo. Na medida em que o Senhor decidiu ir à sua casa para ministrar cura ao seu servo, ele mandou dizer ao Senhor algo fantástico que impressionou Jesus. Veja em Lucas capítulo sete versos de seis a oito o que o centurião disse: "...Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma Palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz." Jesus ficou impressionado com essas palavras e disse: "Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta". E a Bíblia diz que voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o rapaz. É incrível como esse homem entendeu o funcionamento do poder de Deus na vida de Jesus. Ele sabia que a unção na vida de Jesus em operar milagres e curas, derivava da Sua autoridade em dizer e colher o que dizia, e sabia que essa autoridade vinha da Sua obediência a Deus. Assim como ele dizia e era obedecido por estar debaixo da autoridade do "César" (Como centurião Romano tinha cem soldados debaixo de sua autoridade); sabia que o que Jesus dissesse aconteceria pelo mesmo princípio: Jesus estava debaixo de autoridade. A autoridade do Pai. A obediência na qual Ele vivia a Deus dava condições ao Pai de ministrar a Ele e através Dele toda a Sua autoridade; portanto saiba que poder ou unção são frutos de obediência a Deus. Nunca se esqueça que o Reino de Deus é o Reino de Deus, e não da nossa carne. É o Reino Dele e não do nosso "ego". Assim como Jesus recebeu o Reino do Pai, assim Ele nos confiou. O nosso funcionamento no Reino de Deus nasce e é preservado por nossa vida no altar da obediência ao que o Senhor nos diz.
Unção que produz o resultado é fruto da atuação da Verdade de Deus em nossas vidas. Quanto mais aprendermos obedecer a Deus, mais unção Dele haverá fluindo dos nossos corações, pois unção é Deus participando conosco na atividade da nossa fé. Em nossa atividade de fé na Palavra de Deus o Senhor vem e participa, ou seja, Ele age junto conosco. O propósito de Deus na expressão do Seu Reino na terra é agir em conjunto com o homem e não separado dele. Deus e o homem trabalhando juntos, esse é o propósito de Dele.
Deus se move em nosso espírito, e nós damos visibilidade à voz de Deus através de uma vida de obediência agindo na Palavra de Deus. A visibilidade da voz de Deus em nosso íntimo através da ação da nossa fé, e da nossa contínua obediência ao Senhor, traz a Sua participação conjuntamente conosco, e isso é unção, ou seja, Deus trabalhando junto com o homem. Deus se move em nosso espírito, nós respondemos, e Ele vem e se manifesta juntamente conosco. Unção é Deus manifestando-se junto conosco. Estamos unidos com Ele em espírito, e ao por a sua voz em ação visível, então Ele pode trabalhar junto conosco; que coisa linda é o funcionamento da unção; Deus trabalhando junto com o homem que Ele criou. Unção é o poder de Deus sendo liberado através de nós, porém é mais que isso, pois unção é o próprio Deus vindo e trabalhando junto conosco. Em todo esse livro nossas considerações serão no sentido de recebermos um pouco mais de entendimento a respeito do Reino de Deus. No evangelho temos acesso a esse Reino maravilhoso; nada pode abalar ou destruir esse reino, como diz o escritor de Hebreus no capítulo doze verso vinte e oito e vinte e nove:

"Por isso, recebendo nós um Reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor."

E Romanos capítulo cinco verso dezessete:

"...Muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça REINARÃO em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo."

Observe ainda primeira Coríntios capítulo quatro, verso oito:

"...Chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco."

Seu irmão e servo em Jesus, Pr. Eber.





CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PENHA
JARDIM IMBUÍ





Enquanto estávamos com os Palotinos a nossa
Matriz era a Paróquia de São Sebastião de Itaipú.
Nossa Banda


NOSSA SENHORA DA PENHA

JARDIM IMBUÍ - PIRATININGA - NITEROI

FOTOS

  • Nós começamos com o Pe. João Sopick e terminamos com o Pe. Casemiro Pac.
  • Hoje estamos com o Pe. João Luiz, devido a divisão das Capelas e a Capela de São José, ascendeu a Paróquia e Matriz.
NOSSA SENHORA APARECIDA
12 DE OUTUBRO




O rio Paraíba, que nasce em São Paulo e deságua no litoral fluminense, era limpo e piscoso em 1717, quando os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves resgataram a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de suas águas. Encarregados de garantir o almoço do conde de Assumar, então governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá, eles subiam o rio e lançavam as redes sem muito sucesso próximo ao porto de Itaguaçu, até que recolheram o corpo da imagem. Na segunda tentativa, trouxeram a cabeça e, a partir desse momento, os peixes pareciam brotar ao redor do barco.

Durante 15 anos, Pedroso ficou com a imagem em sua , onde recebia várias pessoas para rezas e novenas. Mais tarde, a família construiu um oratório para a imagem, até que em 1735, o vigário de Guaratinguetá erigiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros. Como o número de fiéis fosse cada vez maior, teve início em 1834 a construção da chamada Basílica Velha. O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município e, um ano depois, o papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do e sua padroeira oficial.

A necessidade de um local maior para os romeiros era inevitável e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova, que em tamanho só perde para a de São Pedro, no Vaticano. O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura, capaz de abrigar 45 mil pessoas. Os 272 mil metros quadrados de estacionamento comportam 4 mil ônibus e 6 mil carros. Tudo isso para atender cerca de 7 milhões de romeiros por ano.

PERSONAGENS DA HISTÓRIA REVISITADOS

Tópico enviado por Yvelise Moura

29/10/2008 - 20h00m

CARLOTA JOAQUINA (1775-1830) foi eternizada como uma espanhola bigoduda que odiava o Brasil e sacudiu os sapatos ao sair daqui, essa foi a persona criada pelo movimento liberal, num momento em que as transformações sociais e políticas do século XIX exigiam reinvenções do passado, como forma de legitimar um presente que se queria construir. A verdadeira Carlota Joaquina foi uma rainha portuguesa que nunca perdeu sua identidade espanhola, foi contra a vinda da família real ao Brasil, defendeu o Absolutismo, se recusou a assinar a Constituição Liberal português, era uma política hábil capaz de ir muito além do papel subalterno a que a corte lusitana constrangia as mulheres e certamente não cabia na galeria de personagens dignos da memória nacional. Não nos cabe reabilitar ou denegrir essa ou aquela personagem histórica e sim tentar conhecer o homem ou a mulher dentro seu tempo, da produção historiográfica sem nos prendermos aos estereótipos que marcaram sua memória e tracejaram suas atuações na esfera pública.

A trajetória de vida de Carlota mostra a filha primogênita do rei Carlos IV, de Espanha, que aos 10 anos casou-se com o futuro dom João VI num típico casamento diplomático que visava ao pacto entre as duas coroas ibéricas; uma mulher preocupada com as limitações do universo feminino de seu tempo e que no final do século 18 assume importante papel na política externa portuguesa. Na verdade, o maior problema dela não era ter vindo para Colônia, mas as condições em que veio: exilada depois de uma tentativa de conspiração em 1806, a corte portuguesa dividia-se entre anglófilos e francófilos e os franceses a apoiaram para que assumisse o poder como regente no lugar do marido. Ela foi colocada incomunicável, afastada de todos, com a correspondência controlada pelo grupo político de d.João até o embarque para o Brasil. Ao chegar soube que os pais, monarcas da Espanha, estavam prisioneiros de Napoleão, com quem haviam estabelecido uma aliança, que ela não havia aprovado, e que permitira a Bonaparte cruzar o território espanhol para invadir Portugal e por fim, a tirar o trono dos espanhóis para colocar em seu lugar o irmão. No exílio colonial, ela decidiu lutar pela preservação do império de seu pai nos vice-reinados espanhóis na América trópicos e articulou planos para exercer a regência da Espanha a partir da sede da monarquia, em Buenos Aires, coordenando uma possível resistência à invasão napoleônica e garantir para a dinastia dos Bourbon a coroa espanhola. Carlota fez grandes inimigos na Colônia que anteviam em suas ações perigo para os planos de estender o império português para as áreas ocupadas pela coroa espanhola. Sua atuação na esfera pública, negociando acordos diplomáticos, articulando para ascender ao poder, pleiteando a regência da Espanha, certamente transgrediam o espaço determinado para as princesas consortes; ela não se encaixava, era temperamental, autoritária e ambiciosa... Passar isso para a posteridade através de quadros que a retratavam com feições marcadamente masculinas em detrimento de sua notável atuação política não foi justo. Simpatias ou antipatias a parte, Carlota Joaquina foi uma mulher histórica, personalidade difícil de entender para seus contemporâneos, mas certamente uma das precursoras da presença feminina no cenário político.

http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=mensagem&op=ver&idcom=462&id=7120

Museu de Arqueologia de Itaipu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Museu de Arqueologia de Itaipu (MAI), localizado no município de Niterói, estado do Rio de Janeiro, é uma unidade vinculada ao Departamento de Museus e Centros Culturais (DEMU) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão do Ministério da Cultura (MinC). O Museu iniciou suas atividades em 22 de março de 1977 e não possui um instrumento legal de criação tal como um ato ou decreto, porém os Remanescentes do Recolhimento de Santa Teresa, prédio onde está situado, são tombados em instância federal pelo IPHAN, tendo sido o bem inscrito no Livro de Tombo de Belas Artes em 8 de janeiro de 1955.

. Missão Institucional

Promover a valorização da memória das ocupações humanas pré-cabralinas e posteriores de Niterói através da preservação, da pesquisa e da comunicação de seu acervo, visando ao acesso irrestrito ao patrimônio cultural.

O Museu de Arqueologia de Itaipu está instalado nas ruínas do antigo Recolhimento de Santa Teresa, instituição fundada em 1764, pelos padres Manuel Francisco da Costa e Manuel da Rocha com a finalidade de abrigar mulheres que pretendiam seguir a vida religiosa, órfãs, mulheres de “vida fácil”, as que haviam engravidado ou mantido romances antes do matrimônio, viúvas e aquelas que ali eram instaladas por seus pais ou maridos quando estes saíam em viagem. O tempo de permanência na instituição era determinado pelo patriarca da família e a internação no estabelecimento requeria o pagamento de um dote pela família e a aprovação da Corte.

De acordo com a documentação acerca do prédio e de seu funcionamento através das Cartas de Visitas Pastorais de 1811/12, há relatos de que nas primeiras décadas do século XIX, as recolhidas e o estabelecimento já se encontravam em estado de “pobreza franciscana”. Em 1833, o prédio estava vazio e o vigário João de Moraes e Silva institui o local como asilo para menores. A partir desta última informação não se tem mais documentos que mencionem o Recolhimento de Santa Teresa de Itaipu, havendo, portanto, um hiato na pesquisa histórica da instituição durante o restante do século XIX.

O século XX é marcado em termos da história do prédio por ocupações, disputas de posse, o tombamento do bem e a criação do Museu. Abandonado, o prédio foi ocupado por pescadores da região que passaram a habitá-lo e a utilizá-lo como espaço para tingimento das redes de pesca, além de haver ocorrido no entorno da muralha uma aglomeração de residências de pescadores.

Após o tombamento do antigo Recolhimento, as sucessivas correspondências expedidas por parte da Colônia de Pescadores da região demonstram uma preocupação com a conservação do monumento, solicitando ao Governo do Estado e à então Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional que retirassem dali a casa de motor da Companhia Territorial Itaipu, proprietária do terreno, para que o bem viesse a servir de sede à Colônia. A Cia. Territorial Itaipu, por sua vez, se dirige à DPHAN acusando o interventor da Colônia de ocupar indevidamente os remanescentes do Recolhimento, se propondo, inclusive, a restaurar o prédio sob orientação do Patrimônio Histórico.

Em 1968, inicia-se a obra de consolidação e conservação-restauração da capela e das paredes de rocha das muralhas, esta foi coordenada por Edgard Jacintho, chefe do Departamento de Conservação e Restauração da DPHAN. Assim, as aberturas em suas paredes foram vedadas e a desocupação de seu interior efetuada. Deste período adiante, tem início o projeto de criação de um museu a ser instalado no monumento.

O acervo institucional do MAI é composto pela Coleção Hildo de Mello Ribeiro, 6 blocos testemunhos do Sambaqui de Camboinhas, uma canoa do século XIX e artefatos arqueológicos encontrados nas redondezas do Museu e para ele encaminhados por pessoas da região ou usuários da praia. A Coleção Hildo constitui o núcleo inicial do acervo institucional, esta coleção formou-se durante as décadas de 60 e 70 através de coleta no sítio arqueológico da Duna Grande realizada pelo arqueólogo-amador Hildo de Mello Ribeiro, também agente federal de fiscalização da pesca e morador de Itaipu.

A Coleção compõe-se de cerca de 980 objetos testemunhos de povos que habitaram a região antes do ano de 1500, dentre os quais: machados de pedra, pontas de ossos, ossada humana, lascas de quartzo, polidores, peças cerâmicas, conchas etc. A Coleção, porém, não é reconhecida como científica devido à forma como foi composta, já que a falta de método impossibilitou sua datação. Entretanto, ainda que suas peças não possuam uma datação acurada, elas não deixam de ser representantes de uma cultura coletora, caçadora e pescadora que um dia habitou a faixa litorânea da Região Oceânica de Niterói, se fazendo, assim, passível de ser exposta e trabalhada com fins didáticos.

Os blocos testemunhos do Sambaqui de Camboinhas pertencentes ao Museu são frutos da Pesquisa de Salvamento em Itaipu, ocorrida em 1979, quando da construção da estrada de Camboinhas e do projeto de urbanização da orla de Itaipu, episódio que viria a deteriorar os sítios arqueológicos da Duna Pequena e do Sambaqui ali localizados. Tendo em vista a preservação deste valioso patrimônio, cuja datação aproxima-se de 7 mil anos aC, uma equipe de pesquisadores, coordenada pela Prof. Dr. Lina Kneip do Museu Nacional, foi enviada ao local com o intuito de reconstituir o quadro arqueológico e ecológico do litoral de Itaipu e estudar a adaptação de culturas caçadoras, pescadoras e coletoras litorâneas e a evolução do meio natural, obtendo como um dos resultados da pesquisa a preservação de blocos testemunhos do Sambaqui.

Além da Coleção Hildo e dos blocos testemunhos, o Museu conta, ainda, com uma Canoa de jequitibá, doada em 1979, pela colônia de pescadores local, cuja construção remonta ao século XIX. Até aquela data, ela fora utilizada como cocho para tingimento das redes de pesca e pertencera a Seu Vavá, um pescador da região. É comum, ainda hoje, a doação de objetos arqueológicos e de pesca encontrados pelas cercanias do Museu por moradores da colônia de pescadores.

. Projeto de criação do Museu

O projeto de criação do Museu, empreendido pelo arquiteto do IPHAN Edgard Jacintho com o apoio de Renato Soeiro, diretor do Instituto à época, foi pensado de forma a dotar o bem tombado, cujas ruínas passavam por processo de consolidação, de uma função didático-científica compromissada com a salvaguarda e a difusão do patrimônio cultural de natureza arqueológica, intensificando o turismo na região e alinhando-se às diretrizes do MEC naquele período.

O Museu deveria, ainda, se estruturar em relação direta e integradora com seu entorno, suas atividades extrapolariam as convencionais exposições intramuros e se estenderiam aos sítios arqueológicos da região, em particular, o Sítio Duna Grande - localizado a poucos metros do antigo recolhimento religioso - cujo tombamento pelo IPHAN encontra-se em processo desde 1986, afora sua já assegurada proteção pela Lei Federal nº3.924/61 que dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos.

No que tange à estreita relação da comunidade local com o bem em si, assim como com o passado histórico da região caberiam ao acervo a ser abarcado pela instituição e às futuras exposições contemplar tal relação, posto que se centrariam, principalmente, nos vestígios arqueológicos de ocupações territoriais anteriores coletados ao longo do litoral do Estado do Rio de Janeiro, compreendendo, no período, a faixa de Niterói a Cabo Frio. Desta forma, se explicitaria e chamaria à atenção a perpetuação e as modificações ocorridas na economia de subsistência dessa população local através da pesca, recuperando no passado pré-histórico origens dessa cultura.

Cabe, ainda, mencionar a elaboração de um anteprojeto por Renato Soeiro de convênio a ser firmado entre o IPHAN e o Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) para a instalação de um laboratório de antropologia no Museu com o intuito de promover o ensino e a pesquisa de antropologia e arqueologia dentro da instituição.

. Inauguração e atuação

Após sua abertura em 1977, o Museu, que contava com três exposições organizadas por pesquisadores do Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro, vem a ser fechado em 1980 por motivo de obra. Dois anos depois, é novamente aberto com o apoio da Empresa Niteroiense de Turismo (Enitur/Prefeitura Municipal de Niterói), datando desta época a primeira montagem da exposição “Aspectos da pré-história do litoral do Estado do Rio de Janeiro”, cujo acervo exposto pertence em quase toda sua totalidade ao Museu Nacional e ao Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), sendo esta ainda hoje a principal exposição do MAI.

Nas décadas que se seguem, o Museu passa por novos fechamentos e reaberturas, sofre obras de readequação para a construção de uma nova sede administrativa, além de buscar o empreendimento de um projeto de revitalização da instituição em fins dos anos 90 que não veio a se concretizar em sua plenitude.

Algumas ações visando ao cumprimento da missão institucional do Museu e, conseqüentemente, de expansão de sua divulgação e da atuação do IPHAN foram encampadas através da organização de cursos e palestras destinados à comunidade e a profissionais variados, bem como pelo estabelecimento de parcerias com instituições da área de cultura, a Colônia de Pescadores Z-7, o Conselho Comunitário da Região Oceânica de Niterói, artistas e comerciantes de Niterói que colaboram na realização de eventos e exposições do Museu. Já a parceria com a Faculdade de Educação da UFF rendeu ao Museu um projeto de ação educativa que veio a se tornar a atividade de alcance mais eficaz do Museu junto a seu público mais numeroso do total das visitações; escolas em sua maioria.

O MAI passa, como já foi colocado, ao longo de sua existência por vários momentos em que se manteve fechado ao público por conta de obras, falta de vigilância e pessoal. Por estes mesmos motivos, o Museu é obrigado, até a atualidade, a atravessar períodos de manutenção de suas portas fechadas à visitação.

. Projeto educativo do Museu: Caniço e Samburá

O Projeto “Caniço & Samburá” – que recebeu esse nome em homenagem à Colônia de Pescadores de Itaipu - consiste em um acervo itinerante para empréstimo às escolas do município de Niterói e adjacências e tem como objetivo principal subsidiar os professores através de material didático a ser trabalhado em sala de aula. Este material cumpre a função de uma preparação prévia da visita ao museu e aborda temas como “patrimônio cultural” e “arqueologia” com o intuito de disseminar informações corretas acerca dessas questões.

Esses materiais são entregues à escola 15 dias antes da data previamente agendada para visita ao museu em um cesto artesanal semelhante ao utilizado na atividade pesqueira, onde estão reunidos materiais impressos, de vídeo e fotográfico sobre arqueologia, patrimônio cultural e a história do Museu de Arqueologia de Itaipu de forma a ser trabalhado e recriado pelos professores e alunos com a finalidade de compreender os temas abordados na visita.

Na escola, o professor terá a oportunidade de implementar diversas atividades e estudos com estes materiais, incentivando a curiosidade nos estudantes à ida ao museu a fim de ver de perto o que eles conheceram e estudaram em sala de aula. É interessante ressaltar que cabe ao professor selecionar o que será mais adequado utilizar para a faixa etária de seus alunos, a fim de que as informações sejam assimiladas e conseqüentemente melhor aproveitadas.

Para o Museu e sua equipe de monitores é extremamente gratificante este processo, pois permite adiantar passos na relação com os estudantes uma vez que eles já sabem os assuntos que serão tratados na visita e, muitas vezes, trazem perguntas e dúvidas acerca do que viram e ouviram em sala de aula, facilitando assim o diálogo com os monitores.

. Visitação

O Museu funciona de Terça-feira à Sexta-feira de 12:00 às 17:00. O valor do ingresso é de R$2,00, estando isentos de pagamento crianças menores de 7 anos e idosos(acima de 65 anos). Estudantes pagam meia-entrada.

Quem foi João Paulo II?

Escrito por SAV

Karol Józef Wojtyla, conhecido como Papa João Paulo II, nasceu em maio de 1920 na Wadowice na Cracóvia. Fez a primeira comunhão com nove anos, no mesmo ano de falecimento de sua mãe. É o segundo filho de três irmãos. Seu pai era oficial do exército. Aos dezoito anos entrou para Universidade e para uma Escola de Teatro.

Trabalhou em uma fábrica de produtos químicos (solvente) para ganhar a vida e evitar sua deportação para a Alemanha. Em 1942, sentiu-se chamado a vocação sacerdotal na qual foi ordenado em 11 de novembro de 1946, enquanto dedicava-se também ao teatro. Doutor em teologia, foi pároco em diversas igrejas da Polônia, professor do Seminário Maior da Cracóvia e da Faculdade de Teologia de Lublin. Ordenado Bispo Auxiliar da Cracóvia em 1958, pelo papa Pio XII, que 6 anos depois o ordenaria Arcebispo e em 1967, Cardeal, o conhecido João Paulo II foi eleito ao trono de São Pedro em 16 de outubro de 1978 e empossado no dia 22. É o 264º papa da história, o Pontificado mais longo do século XX e que passou de um século e de um milênio para o outro.

Como será a eleição do novo papa?

Nos próximos dias os Cardeais, representantes da Igreja em todo o mundo, serão convocados para os funerais de João Paulo II e para o início do “conclave”, reunião a portas fechadas, que elegerá o futuro Pontífice. São 117 os cardeais que têm idade inferior a 80 anos e que deverão participar do conclave.

O início do conclave deverá começar em aproximadamente 15 dias. Os cardeais ficarão isolados do mundo exterior e, sem nenhuma influência, deverão orar, conversar e eleger o novo papa. O candidato deverá ter dois terços dos votos. Serão realizados tantos escrutínios quantos forem necessários para se chegar ao consenso.

Depois da computação de cada votação, se o candidato não tiver atingido ao número mínimo de votos, os mesmos serão queimados com um produto químico, resultando em fumaça negra, que sairá de uma chaminé e poderá ser vista por todos os que estiverem na Praça de São Pedro, no Vaticano. Geralmente são duas votações por dia.

Quando os fiéis avistarem a fumaça branca, terão o sinal de que o novo papa foi eleito. O novo pontífice escolherá o nome que irá adotar. Geralmente em homenagem a um outro papa ou a um santo. Em seguida será revestido de vestes brancas e apresentado a todo o mundo. O cardeal responsável aclamará: Temos Papa.

O novo Pontífice é, então, apresentado ao mundo. Ele dá a sua mensagem e a bênção ‘urbi et orbi’ isto é, à cidade a ao mundo.

O mundo está em oração, pedindo pela alma de João Paulo II e pelo novo papa.

A Igreja e o Sacro Império - Exercícios resolvidos

01. Dispondo de grande poder econômico, a Igreja Católica possuía imensa riqueza, representada por bens móveis e imóveis. Em uma sociedade em que a terra se firmava como a base da riqueza, o fato de a Igreja converter-se na maior proprietária de terras ajuda a entender melhor a preponderância que assumiu na sociedade medieval, da qual se tornou dirigente, não só nos assuntos materiais mas como também nas questões temporais. Foram mecanismos usados pela Igreja para manter sua riqueza e poder:

a) A cobrança de dízimos e a oposição dos reis francos medievais.

b) A instituição do celibato clerical e a criação da inquisição.

c) O controle sobre as terras do Império Romano e o apoio ao centralismo político.

d) A tolerância do escravismo e o monopólio do saber.

e) A utilização da servidão e o incentivo ao comércio.

Resposta: B

02. No início da Idade Moderna, percebia-se a grande distância entre o que a Igreja propunha e o que seus

ministros – sobretudo os membros do alto clero – realizavam. Por isso ela sofria crítica a diversos aspectos,

exceto:

a) À riqueza material da Igreja, bem como às isenções fiscais das propriedades eclesiásticas.

b) À atitude mundana do clero, utilizando as rendas da Igreja em benefício próprio.

c) À prática da simonia, ou seja, o comércio de objetos sagrados ou cargos religiosos.

d) À venda de indulgências, garantindo o perdão mediante pagamento.

e) À exigência de que os padres heréticos também fossem condenados à fogueira.

Resposta: E

03. A livre interpretação da Bíblia permitiu:

a) O fortalecimento da ortodoxia católica.

b) A maior dedicação do capitalismo místico e catolicamente correto.

c) A formação de várias correntes religiosas.

d) O domínio das correntes religiosas protestantes sobre toda a América Espanhola.

e) A busca da salvação da alma apenas pela oração e boas obras.

Resposta: C

04. (FEI) Durante a Idade Média, uma das formas que caracterizavam as relações entre o poder espiritual e o

poder temporal era o cesaropapismo. Em que consistia o cesaropapismo?

RESOLUÇÃO: Na constante intervenção do poder político em relação à Igreja, inclusive através de nomeações para os

cargos eclesiásticos. O cesaropapismo foi mais característico no Império Bizantino.

05. (GV) Alguns séculos antes da grande Reforma do século XVI, o catolicismo medieval sofreu uma série de

reformas que visavam à recuperação das instituições da Igreja, a fim de fazê-las retornar ao anterior estado

de pureza. O primeiro desses movimentos reformadores foi desencadeado pelos religiosos do Mosteiro de

Cluny, fundado em 910, e pretendia, originalmente:

a) reformar o monasticismo, com a conseqüente purificação da vida conventual e a libertação da dominação

da ordem dominicana;

b) estabelecer costumes mais ascéticos entre os religiosos e libertá-los da dominação da ordem cartuxa;

c) reformar o monasticismo, com a conseqüente purificação da vida conventual e a libertação da dominação

feudal;

d) estabelecer costumes mais ascéticos entre os religiosos e libertá-los da dominação burguesa;

e) reformar o monasticismo, com o conseqüente combate à simonia e a libertação da dominação da ordem

franciscana.

RESPOSTA: C

06. (PUCC) Os mais importantes teólogos da Igreja, respectivamente na Alta e na Baixa Idade Média, foram:

a) Santo Agostinho e São Bento;

b) São Paulo e Santo Tomás de Aquino;

c) Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino;

d) São Patrício e Santo Tomás de Aquino;

e) n.d.a.

RESPOSTA: C

07. (OSEC) Sobre a Igreja Católica na Idade Moderna, não podemos afirmar que:

a) São Bento foi o fundador do monasticismo ou monaquismo na Europa Ocidental, no século VI;

b) os membros do clero que viviam juntos num convento obedeciam à mesma "regra";

c) os ascetas viviam na corte de Bizâncio, dando assistência espiritual aos imperadores;

d) os monges, entre outras atividades, lavravam, arrotearam terras incultas e aperfeiçoaram técnicas para

um melhor aproveitamento do solo;

e) o movimento iconoclasta, ocorrido no Império Romano do Oriente, proibia o uso de imagens nos

templos.

RESPOSTA: C

08. A filosofia escolástica, cujo representante maior foi Santo Tomás de Aquino, autor da Suma Teológica,

foi uma tentativa de:

a) negar o pensamento aristotélico;

b) mostrar aos cristãos a necessidade de expulsar os muçulmanos do mundo europeu;

c) aniquilar o pensamento teológico;

d) harmonizar a razão com a fé;

e) n.d.a.

RESPOSTA: D

09. Não fazem parte do contexto ideológico do período conhecido como "Alta Idade Média":

a) a prática do direito consuetudinário e a visão universal do papel da Igreja;

b) o monopólio do saber e o controle da educação pela Igreja;

c) o antropocentrismo e o racionalismo;

d) a condenação do lucro e da usura e a supremacia do poder espiritual;

e) o teocentrismo e o coletivismo.

RESPOSTA: C

10. A Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa originaram-se de uma cisão denominada:

a) Grande Cisma do Ocidente;

b) Cativeiro de Avignon;

c) nicolaísmo;

d) Cisma do Oriente;

e) n.d.a.

RESPOSTA: D